Avaliação da toxicidade reprodutiva de anabolizantes em ratos Wistar adultos
Os esteroides anabólicos androgênicos (EAAs) são drogas sintéticas derivadas da testosterona com efeitos anabólicos relacionados ao aumento da massa muscular. Estudos sobre os efeitos de anabolizantes sobre a reprodução masculina são escassos, porém, já é de conhecimento que o uso dos EAAs pode esta...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFGD |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:https://repositorio.ufgd.edu.br/jspui:prefix/2600 |
| Acceso en línea: | http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/2600 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::MORFOLOGIA::CITOLOGIA E BIOLOGIA CELULAR Reprodução Toxicologia Esteróide anabólico Hormônios Reproduction Toxicology Anabolic steroids Hormones |
| Sumario: | Os esteroides anabólicos androgênicos (EAAs) são drogas sintéticas derivadas da testosterona com efeitos anabólicos relacionados ao aumento da massa muscular. Estudos sobre os efeitos de anabolizantes sobre a reprodução masculina são escassos, porém, já é de conhecimento que o uso dos EAAs pode estar relacionado a diminuição do volume, função e quantidade das células de Leydig, células responsáveis pela produção de testosterona, associado a diminuição de LH. Assim, este estudo teve como finalidade avaliar a toxicidade dos EAAs decanoato de nandrolona (DN), estanozolol e oximetolona sobre parâmetros reprodutivos de ratos Wistar machos adultos (avaliação imediata) e depois reavaliar as possíveis alterações após repouso, sem tratamento por 70 dias (avaliação tardia). Foram utilizados 236 ratos, sendo 136 machos e 100 fêmeas (75 dias). Na avaliação imediata, os animais foram divididos em três tratamentos diferentes de acordo com as medicações estudadas. E dentro de cada grupo de EAA eles foram divididos em três grupos novamente (n=7), o grupo controle, o tratado com menor dose (5 mg/Kg) e o tratado com menor dose (10 mg/Kg). Os animais tratados com estanozolol e decanoato de nandrolona receberam injeções intramusculares semanais diluídas em salina e extrato vegetal respectivamente por 70 dias e os tratados com oximetolona receberam gavagem diluída em salina, por 40 dias. Após a eutanásia, nesses animais foram realizadas pesagem corporal final e de órgãos, técnicas de qualidade espermática, avaliação histopatológica do testículo, morfometria testicular, dinâmica do ciclo da espermatogênese e dosagens hormonais. Ainda, 10 ratos e 100 fêmeas foram utilizados para inseminação artificial intrauterina. Na avaliação tardia, foram utilizados 63 ratos divididos em 9 grupos (n=7), da mesma forma que no primeiro experimento, para reavaliar se alguns parâmetros analisados tiveram recuperação. Na avaliação imediata tanto o peso de órgãos quanto todos os parâmetros de qualidade espermática (morfologia, motilidade, contagem, produção diária espermática e tempo de trânsito espermático) apresentaram alterações nos EAAs estudados. Na avaliação tardia, a oximetolona apresentou lenta recuperação, o estanozolol teve uma recuperação parcial dos efeitos deletérios e o DN apresentou aumento de alterações. Na primeira avaliação da dosagem hormonal, a oximetolona e o estanozolol apresentaram diminuição das concentrações de FSH, LH e testosterona intratesticular, enquanto o DN não apresentou alterações nesta avaliação. Porém, na avaliação tardia, na oximetolona as concentrações dos hormônios se normalizaram, porém houve redução da concentração de progesterona; o estanozolol reestabeleceu seus hormônios a normalidade e o DN apresentou reduções nas concentrações de LH, testosterona e testosterona intratesticular. Na inseminação artificial intrauterina, os valores mostram que houve uma redução em ambos os grupos tratados com DN e estanozolol no potencial fértil e aumento das perdas pré-implantação e no grupo tratado com DN com a maior dose foi, ainda, demonstrado aumento nas perdas pósimplantação. Sendo assim, este trabalho demonstrou que os EAAs podem causar problemas ligados a qualidade espermática e desregulagem hormonal o que pode levar a redução da fertilidade masculina, e ainda, que a duração dos efeitos pode variar de acordo com o tipo de anabolizante utilizado, sendo o DN considerado neste estudo o mais perigoso, por seus efeitos piorarem após o repouso de 70 dias de tratamento. |
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