Encontro de olhares no espaço cinematográfico: Wim Wenders, Yasujiro Ozu e a cidade de Tóquio
Esta dissertação propõe uma investigação sobre como o encontro de olhares dos cineastas Wim Wenders (1945–) e Yasujiro Ozu (1903–1963) no filme Tokyo-Ga (1985) pode estar ligado à noção de espacialidade no cinema. São apresentadas as características relacionadas à construção do espaço fílmico nas ob...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de documento: | dissertação |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) |
| Repositório: | Repositório Institucional do CEFET-MG |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.cefetmg.br:123456789/1511 |
| Acesso em linha: | https://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1511 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Cinematografia Filme cinematográfico - Crítica e interpretação Estúdios de cinema Wenders, Wim, 1945- Ozu, Yasujiro, 1903-1963 |
| Resumo: | Esta dissertação propõe uma investigação sobre como o encontro de olhares dos cineastas Wim Wenders (1945–) e Yasujiro Ozu (1903–1963) no filme Tokyo-Ga (1985) pode estar ligado à noção de espacialidade no cinema. São apresentadas as características relacionadas à construção do espaço fílmico nas obras de cada um dos diretores, assim como influências que moldaram a forma como esses dois artistas entendem a linguagem cinematográfica, para finalmente traçar sugestões de leitura sobre o espaço de Tokyo-Ga. Para fundamentar a análise proposta nesta pesquisa, são utilizados principalmente os conceitos de: filme-ensaio, segundo Timothy Corrigan (2011); espaço literário e narração, a partir de Maurice Blanchot (1987; 2005); espaço cinematográfico, de acordo com Marcel Martin (2005); vazio e perda, segundo Roland Barthes (2004; 2007) e Didi-Huberman (1998); e imagem dialética, a partir de Walter Benjamin (2006). Ao final, conclui-se que duas ferramentas são essenciais à construção do espaço em Tokyo-Ga: a narração por voiceover e a montagem com imagens originais e imagens de arquivo. É sugerido que a jornada proporcionada pelo espaço fílmico eleva o potencial reflexivo da obra e, a partir da postura de respeito e aprendizagem do Zen, refletida de diversas formas nas linguagens dos diretores, os espaços autônomos são preenchidos por dualidades e as imagens do vazio podem tornar-se imagens dialéticas. |
|---|