A trajetória de atletas e treinadores (as) de basquetebol no Brasil: mapeamento das ligas nacionais adultas
O objetivo deste trabalho foi verificar a trajetória de atletas, treinadores e assistentes técnicos (CT) da Liga de Basquete Feminino (LBF) e do Novo Basquete Brasil (NBB). Para tanto, aplicou-se um questionário online, a fim de obter dados de caráter quali-quantitativo, com análises estatísticas e...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/74239 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/11600/74239 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Trajetória de atletas Trajetória de treinadores Atletas Comissões técnicas Migração esportiva Trajectory of athletes Coaches trajectory Athletes Technical commissions Sports migration 5. Igualdade de gênero |
| Sumario: | O objetivo deste trabalho foi verificar a trajetória de atletas, treinadores e assistentes técnicos (CT) da Liga de Basquete Feminino (LBF) e do Novo Basquete Brasil (NBB). Para tanto, aplicou-se um questionário online, a fim de obter dados de caráter quali-quantitativo, com análises estatísticas e descritivas que permitiram explorar alguns pontos importantes dessas trajetórias. Este trabalho é dividido em três artigos.Os principais resultados com atletas indicam que o primeiro contato com o basquete ocorre, principalmente, no ambiente escolar, mas o desenvolvimento subsequente varia entre os gêneros. A migração para cidades com maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) mostra-se crucial, pois essas localidades oferecem melhores estruturas para o desenvolvimento esportivo. Influências sociais, como pais, professores de Educação Física e amigos, desempenham papéis fundamentais. Os dados mostram que as atletas femininas iniciam a competição mais cedo que os homens, com idade média de início no treinamento em torno dos 10 anos. A migração esportiva ocorre, principalmente, entre os 14 e 18 anos, sendo que cidades mais populosas oferecem maiores oportunidades de competição precoce, o que pode levar à especialização antecipada. A representatividade nas seleções de base é maior do que nas adultas, mas não há uma correlação forte entre o sucesso nas categorias de base e o desempenho na fase adulta, indicando que o desenvolvimento de um atleta de elite envolve múltiplos fatores além do desempenho inicial.O segundo artigo aborda os principais resultados relativos às CTs, investigando as condições e oportunidades de desenvolvimento do basquete nacional com base no modelo da Jornada de Desenvolvimento do Treinador (JADT). Os resultados revelam que a maioria dos profissionais das CTs possui experiência prévia como atletas de basquete, com muitos iniciando suas carreiras nas categorias de base ou como assistentes técnicos. A formação acadêmica em Educação Física é predominante, com diversos profissionais buscando especializações para aprimorar suas competências. A primeira experiência profissional geralmente ocorre em clubes, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. A pesquisa destacou a baixa representatividade feminina nas CTs, refletindo desigualdades de gênero e barreiras estruturais no acesso a oportunidades. A progressão na carreira é marcada por um período relativamente curto entre a primeira experiência na CT e o momento de assumir uma equipe adulta, sendo a média de idade para isso de 30,44 anos. A participação em seleções nacionais e em competições como a Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB) é vista como um indicativo de experiência e competência. No entanto, a falta de diversidade de gênero e a concentração de oportunidades em poucas cidades e instituições limitam o desenvolvimento equitativo da carreira de treinadores.O último estudo foi voltado exclusivamente às mulheres que participaram das CTs da LBF. O estudo destacou três etapas principais: 1) Aprendizagem pré-profissional, influenciada por familiares, amigos e experiências como atletas; 2) Formação profissional, com foco na pós-graduação e na promoção da participação feminina no esporte; e 3) Desenvolvimento profissional, marcado por experiências em clubes e no esporte feminino, principalmente nos estados de São Paulo e Santa Catarina. A trajetória revela a escassez de oportunidades de crescimento e a necessidade de compreender essas experiências para melhorar as condições de desenvolvimento profissional das mulheres no esporte. O estudo sugere a implementação de políticas públicas e programas que promovam maior inclusão e diversidade nas CTs, além de uma distribuição mais equitativa de recursos e oportunidades entre diferentes regiões e instituições. Como limitação, aponta-se a necessidade de ampliar o número de participantes e de adotar abordagens qualitativas para uma análise mais aprofundada das trajetórias e dos desafios enfrentados pelas profissionais das CTs no basquete brasileiro. |
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