[pt] A MORTE FEITA DE PEDRA: O MERCADO DE ESCRAVIZADOS DO VALONGO E A NECROARQUITETURA
[pt] Receber, triar, higienizar, armazenar, despachar, descartar. Esses eram alguns dos verbos usados para conjugar as milhares de vidas que chegavam nos ventres pútridos dos navios negreiros ao Brasil. Caso chegassem vivos, e se o seu destino fosse o porto do Rio de Janeiro, entre 1771 e 1833, os h...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:MAXWELL.puc-rio.br:46990 |
| Acceso en línea: | https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=46990&idi=1 https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=46990&idi=2 http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.46990 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | [pt] ESTADO DO RIO DE JANEIRO [pt] NECROARQUITETURA [pt] VALONGO [pt] ESCRAVIZACAO [pt] NECROPOLITICA [pt] MORTE [pt] VIOLENCIA [en] RIO DE JANEIRO STATE [en] NECROARCHITECTURE [en] VALONGO [en] SLAVERY [en] NECROPOLITICS [en] DEATH [en] VIOLENCE |
| Sumario: | [pt] Receber, triar, higienizar, armazenar, despachar, descartar. Esses eram alguns dos verbos usados para conjugar as milhares de vidas que chegavam nos ventres pútridos dos navios negreiros ao Brasil. Caso chegassem vivos, e se o seu destino fosse o porto do Rio de Janeiro, entre 1771 e 1833, os homens e mulheres africanos continuariam a sua trajetória de sobrevivência no mercado do Valongo, onde eram preparados e expostos à venda pública, — transformados em objeto, mercadoria e moeda — negociados incansavelmente nos vários barracões espalhados pela bucólica vila de casinhas brancas com telhados vermelhos na freguesia de Santa Rita. Amparado por um sistema necropolítico que tinha a normatização da violência e a produção da morte, física e social, como modos de exercício da soberania, o Valongo constituiu-se espacialmente como um conjunto de equipamentos urbanos que funcionavam de modo integrado na tarefa de produção e distribuição da mão de obra escrava para diversas partes do continente. Tendo este cenário como ponto de partida, o presente trabalho se desenvolve como uma investigação dos processos sociais, políticos e culturais que conduziram a consolidação espacial do Valongo como um complexo comercial, buscando em sua expressão material e simbólica as bases para forjar um novo conceito que abarque a função necropolítica dos ambientes construídos: a necroarquitetura. |
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