Os manuscritos de Vidas secas: a gênese

Entre maio e outubro de 1937, Graciliano Ramos redigiu a sua obra mais famosa, Vidas secas. Por meio da análise genética dos manuscritos que deram origem ao livro, esta pesquisa tem como objetivo elucidar as práticas e os processos de escrita do autor. O corpus objeto de trabalho é constituído por d...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Frugiuele, Mario Santin
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-13092024-164541
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8142/tde-13092024-164541/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Barren Lives
Crítica genética
Crítica textual
Gênese
Genesis
Genetic criticism
Graciliano Ramos
Manuscriptologia
Manuscriptology
Manuscripts
Manuscritos
Textual criticismo
Vidas secas
Descripción
Sumario:Entre maio e outubro de 1937, Graciliano Ramos redigiu a sua obra mais famosa, Vidas secas. Por meio da análise genética dos manuscritos que deram origem ao livro, esta pesquisa tem como objetivo elucidar as práticas e os processos de escrita do autor. O corpus objeto de trabalho é constituído por documentos da chamada \"fase redacional\", os quais, com suas marcas e emendas, testemunham a variação sofrida pelo texto e evidenciam a gênese de Vidas secas. Para realizar a pesquisa, servem de esteio a crítica genética e a crítica textual, com recortes específicos na paleografia e na codicologia. Na primeira parte, procura-se posicionar teoricamente esta tese e enquadrar cientificamente seus princípios e métodos, com atenção especial para a querela conceitual existente entre crítica genética e filologia, além de indicar o estado da questão no Brasil. A segunda parte traz reflexões sobre a história da gênese, buscando ao mesmo tempo retratar e relativizar as condições de produção da obra, abrindo as portas do laboratório do escritor. Nesse ponto, também é possível observar os elementos materiais, como a letra, a tinta e o suporte de escrita, abordados mais detidamente no capítulo específico de análise paleográfica. Uma vez reunidos e classificados os manuscritos, a terceira parte compreende os esforços de transcrição desses documentos autógrafos, disponibilizando-os não apenas por meio de uma edição fac-similar, mas também tornando-os acessíveis e legíveis com uma transcrição topográfica. Na quarta parte, apresenta-se a edição genética de Vidas secas com a classificação exaustiva das emendas autorais, que constituem a base operatória deste trabalho. Ao fim, após a reunião, classificação, decifração e transcrição do dossiê, é possível conhecer as práticas de escrita de Graciliano Ramos e apontar para novas hipóteses de interpretação dos dados e mesmo do romance, etapa complementar dos estudos de gênese