Influência da sazonalidade na estrutura e composição da taxocenose de peixes de um açude no semiárido do Nordeste do Brasil
O Nordeste brasileiro sofre com a escassez de água e por causa da irregularidade das chuvas, foram criados açudes para armazenamento de água com a finalidade de minimizar os efeitos do período de seca. Devido às estreitas relações entre a taxocenose de peixes e as características ambientais, a sazon...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2013 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede2:tede2/5247 |
| Acceso en línea: | http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/5247 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Ictiofauna Taxocenose Peixe Ichthyofauna Fish CIENCIAS BIOLOGICAS::ECOLOGIA |
| Sumario: | O Nordeste brasileiro sofre com a escassez de água e por causa da irregularidade das chuvas, foram criados açudes para armazenamento de água com a finalidade de minimizar os efeitos do período de seca. Devido às estreitas relações entre a taxocenose de peixes e as características ambientais, a sazonalidade do ambiente pode interferir na estrutura e composição da ictiofauna local. O açude Canoas, localizado na Área de Proteção Ambiental da Chapada do Araripe (CE), funciona para abastecimento de água na região e é utilizado para atividades pesqueiras e de irrigação. O presente trabalho objetivou compreender os padrões de distribuição da ictiofauna de acordo com a sazonalidade do ambiente. Foram realizadas coletas mensais no período de setembro de 2011 a agosto de 2012 com redes de espera com malhas entre 12 e 70 mm entre os nós adjacentes e redes de arrasto de 5 mm. Foram medidos os parâmetros ambientais in situ temperatura, oxigênio dissolvido, pH, condutividade e turbidez. Foram capturados 4.922 espécimes sendo 4.584 coletados com rede de espera e 338 com rede de arrasto, pertencentes a quatro ordens, 9 famílias e 16 espécies. Characidae foi à família melhor representada em abundância, com 80% dos exemplares. As espécies mais representativas e classificadas como constantes foram Astyanax gr. bimaculatus, Triportheus siginatus, Steindachnerina notonota e Leporinus piau. A riqueza variou entre 6 e 12 espécies, com os maiores valores de agosto a janeiro. A diversidade apresentou baixos valores ao longo do ano, com o maior índice no mês de janeiro (2,19 bits/ind.). A análise dos dados de número de indivíduos e biomassa entre os períodos seco e chuvoso não apresentou diferença significativa (p=0,696 e p=0,656 respectivamente). Entre as espécies, Leporinus piau e Triportheus signatus apresentaram uma maior frequência no período chuvoso e Astyanax gr. bimaculatus e Steindachnerina notonota no período seco. Relacionado com os parâmetros ambientais, Triportheus signatus teve relação positiva com precipitação, temperatura, oxigênio dissolvido, pH e condutividade sendo com este último uma relação inversa. |
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