Ofício de fé: rezadeiras no Município de São Paulo de Olivença-AM
Este estudo está estruturado tendo como temática: Ofício de fé: Rezadeiras no município de São Paulo de Olivença-AM. O objetivo geral é: Apontar os aspectos simbólicos e de fé presentes no ofício de Rezadeiras, dando especial relevo ao papel social exercido por essas mulheres, no município de São Pa...
| Autores: | , |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Amazonas (UFAM) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFAM |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:https://tede.ufam.edu.br/handle/:tede/8457 |
| Acceso en línea: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/8457 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | São Paulo de Olivença (AM) Benzeção Rezadeiras Mulheres amazônicas Cultura popular CIÊNCIAS HUMANAS Mulheres Rezas Saberes Tradicionais Ofício de fé |
| Sumario: | Este estudo está estruturado tendo como temática: Ofício de fé: Rezadeiras no município de São Paulo de Olivença-AM. O objetivo geral é: Apontar os aspectos simbólicos e de fé presentes no ofício de Rezadeiras, dando especial relevo ao papel social exercido por essas mulheres, no município de São Paulo de Olivença, no Amazonas. Tem como objetivos específicos: a) Analisar a benzeção como um dom oferecido por Deus às rezadeiras, dando destaque ao seu papel social e ao perfil dessas mulheres; b) Identificar os tipos de rezas e a utilização de ervas utilizadas pelas rezadeiras, apontando o perfil das pessoas que procuram o trabalho das rezadeiras e c) Reconstruir trajetórias de rezadeiras no exercício de seu dom, pontuando os aspectos de fé e trabalho praticados no ofício de benzeção. O estudo foi feito por meio de narrativas de vida das rezadeiras, das pessoas que procuram as rezadeiras, e também pelas narrativas do padre do município e de um médico, para isso foi feito a pesquisa em campo, através de entrevistas, fazendo-se compreender a imensidão e a riqueza do conhecimento empírico, sendo debatido com o científico. Pudemos constatar, que além de ser uma resistência, dessas mulheres praticarem suas rezas, sem nenhum pudor, crendo veemente em seus poderes de cura, sendo procuradas por pessoas da sociedade paulivense e de outros municípios, elas resistem não por praticarem algo coercitivo e sim pelo fato de suas ações, repercutirem nas vidas das pessoas, nisso elas demarcam o lugar da mulher, além de demonstrar a força da mulher. Trazendo no bojo de suas ações, conhecimentos ecológicos, sendo elas mais aguçadas para selecionar as melhores folhas, raízes, interagir com os espíritos da floresta, e serem orientadas para escolherem as melhores plantas. E pelo o que elas narraram, podemos concluir que, essa prática ainda continuará a existir, pois elas não deixarão de rezar enquanto em vida tiver força e sabedoria, isso só enriquece a cultura popular, além de ser um alívio para as pessoas que precisam de seus cuidados, ressaltando que mesmo em pleno período pandêmico da Covid-19, duas rezadeiras ainda continuaram rezando nas pessoas. Podemos observar que existe um hibridismo, que mesmo existindo Unidades Básicas de Saúde (UBS) e o próprio hospital, as pessoas ainda procuram as rezadeiras, a Medicina Institucional não interfere na prática dessas médicas populares. Essa pesquisa traz algo exótico, ao explicar sobre a força da oração, por trazer a reza ritualística do Acidente Vascular Cerebral (AVC), além de abordar sobre a religião, antropologia, ecologia e sobre as mulheres amazônicas. |
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