Avaliação de esteróis e n-alcanos em mexilhão Perna perna como indicadores de contaminação no litoral do Estado do Rio de Janeiro

Propomos avaliar n-alcanos e esteróis como biomarcadores de poluição marinha em mexilhões machos e fêmeas da espécie Perna perna (n=180) em três municípios do litoral do Estado do Rio de Janeiro (Jurujuba-Niterói, Arraial do Cabo e Búzios) durante o período de verão e inverno. Os elevados valores de...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Andrade, Antoni Felipe Oliveira de
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal Fluminense (UFF)
Repositorio:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:app.uff.br:1/40464
Acesso em linha:https://app.uff.br/riuff/handle/1/40464
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Biomarcadores
Mexilhão
n-Alcanos
Esteróis
Coprostanol
Mistura Complexa Não Resolvida
Geoquímica ambiental
Contaminação marinha
Biomarcador
Poluição costeira
Esterol
n-Alcano
Mexilhão (Perna perna)
Biomarkers
Mussels
n-Alkanes
Sterols
Unresolved Complex Mixture
Descrição
Resumo:Propomos avaliar n-alcanos e esteróis como biomarcadores de poluição marinha em mexilhões machos e fêmeas da espécie Perna perna (n=180) em três municípios do litoral do Estado do Rio de Janeiro (Jurujuba-Niterói, Arraial do Cabo e Búzios) durante o período de verão e inverno. Os elevados valores den- alcanostotais (TAlc > 120 μg.g-1 ), de mistura complexa não resolvida (MCNR > 1500 μg.g-1 ), e de compostos individuais permitiram identificar derivados petrogênicos nas três áreas estudadas, sendo Búzios a mais impactada, seguida de Jurujuba e Arraial do Cabo. A variação sazonal revelou maiores concentrações no verão do que no inverno. Ao se avaliar as diferenças entre os gêneros, observou-se as maiores concentrações da maioria dos compostos analisados nos machos. A contaminação por hidrocarbonetos do petróleo foi confirmada pela presença de mistura complexa não resolvida, assim como a razão desta entre os n-alcanos totais (MCNR/TAlc), pelo índice preferencial de carbono (IPC) e pela razão entre n-alcanos naturais e antropogênicos (RNA). Os n-alcanos pares de cadeia longa n-C22, n-C24 e n-C26 foram os que apresentaram maiores concentrações. A razão terrígeno-aquático (RTA) indicou contribuições terrígenas para a maioria das regiões. Ao avaliar a aplicabilidade das razões utilizadas, o IPC e a RTA demonstraram ser mais confiáveis na avaliação da origem de n-alcanos presentes nos mexilhões, seguidos da MCNR e dos TAlc. Dentre os esteróis, o coprostanol foi identificado em todas as amostras, com maiores concentrações em Arraial do Cabo (machos no verão), seguido de Búzios (fêmeas no inverno), enquanto que em Jurujuba não foram observadas diferenças significativas (p<0,05). Este resultado indica entradas constantes de esgoto em ambos os períodos. A presença deste composto esta relacionada a descargas de esgoto doméstico oriundas das grandesáreas urbanas ao entorno das regiões estudadas. O colesterol foi o esterol predominante em todos os organismos e suas maiores concentrações acompanharam os teores de coprostanol. Os esteróis campesterol, estigmasterol e β-sitosterol foram predominantes nas regiões de Arraial do Cabo no verão, seguidos de Búzios e Jurujuba, ambas durante o inverno, sendo maiores nos machos. A presença desses fitoesteróis e do esterol fecal coprostanol sugerem processo de eutrofização em todas as regiões e períodos analisados, além disso, as características sedimentares das regiões estudadas estão diretamente relacionadas à biodisponibilidade dos compostos, favorecendo maior bioacumulação nos mexilhões das áreas de Arraial do Cabo e Búzios por exemplo.