Superfícies versadas

Resumo: Dois mergulhos pelas superfícies de uma cidade: Porto, Portugal. A partir de fotografias realizadas no ano de 2007, as duas fotógrafas, autoras deste ensaio, exercitam uma escrita em fragmentos no encontro com as intensidades das imagens: fotografias de escritos em opacos muros, por Alik Wun...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Wunder, Marli, Wunder, Alik, 1974-
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositorio:Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://www.repositorio.unicamp.br/:1406955
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/20.500.12733/22915
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Artigo original
Fotografia
Imagem
Escrita
Photography
Imaging
Writing
Descripción
Sumario:Resumo: Dois mergulhos pelas superfícies de uma cidade: Porto, Portugal. A partir de fotografias realizadas no ano de 2007, as duas fotógrafas, autoras deste ensaio, exercitam uma escrita em fragmentos no encontro com as intensidades das imagens: fotografias de escritos em opacos muros, por Alik Wunder, e de vitrines em vertigem, por Marli Wunder. Deslizes pelo fora-dentro das texturas lisas da líquida cidade, deslizes táteis por traços anônimos: a aspereza das letras que fazem da rua delicada poesia. Um ensaio que deseja produzir pensamentos sobre a fotografia e a escrita no interior de suas forças de fabulação e de desequilíbrio do efeito realístico que tanto se quer dar às imagens e às palavras. A potência política da fotografia como ficção do tempo é pensada aqui em imagens que se utilizam de efeitos de pós-produção como recortes e composição, criando falsificantes esquinas, e outras que, sem utilizar tais processos, arremessam-nos, no instante do clique fotográfico, a superfícies sobrepostas e ambíguas de uma vítrea cidade. Pode-se pensar, assim, que a política da imagem fotográfica como ficção, acentuada na era da digitalização, está menos ligada às novas possibilidades tecnológicas e mais a uma certa relação com a fotografia e com a linguagem. A fotografia e a escrita como gestos de fabular o tempo