A cidade que se conta: narrativas e rituais de apresentação em Lyon
A criativa obra de Ítalo Calvino, denominada Cidades invisíveis, apresenta relatos de viagem feitos pelo viajante veneziano Marco Pólo ao imperador dos tártaros. Nesse livro, o personagem expõe narrativas imaginárias contendo situações evocadoras das inúmeras formas de se perceber e falar da cidade....
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| Tipo de recurso: | capítulo de libro |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2006 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Ceará (UFC) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufc.br:riufc/44634 |
| Acceso en línea: | http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/44634 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Lyon (França) Imaginário social Espaços públicos Comunicação e cultura Memória histórica |
| Sumario: | A criativa obra de Ítalo Calvino, denominada Cidades invisíveis, apresenta relatos de viagem feitos pelo viajante veneziano Marco Pólo ao imperador dos tártaros. Nesse livro, o personagem expõe narrativas imaginárias contendo situações evocadoras das inúmeras formas de se perceber e falar da cidade. Ressalta-se, nessas explanações, a linha tênue que se interpõe entre imaginação e realidade - as cidades seriam, na visão do personagem - narrador, pontes para os sonhos. Tomar as reflexões de Calvino como metáforas para se pensar sociologicamente sobre as formas narrativas de apresentação da cidade parece um caminho interessante. É possível assim considerar que as narrativas referentes à urbe expressam modos de percepção e exposição de imagens construídas para aqueles que desejam conhecer a cidade. Fazem parte daquilo que designamos por realidade, produzindo o efeito simbólico, de fazer ver e fazer crer (Bourdieu).[...]As narrativas da cidade aqui abordadas neste artigo referem-se ao modo como a cidade de Lyon é apresentada para visitantes e moradores através de indicações contidas em guias turísticos. Incluem também as práticas de visitação e caminhadas incentivadas por profissionais do turismo e programas de políticas municipais. O pressuposto aqui enunciado é o de que "a cidade que se conta" articula-se a versões construídas, ao longo do tempo, a partir das quais se legitimam os ícones do patrimônio e da memória social.[...] |
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