A dignidade humana no modelo antropológico-filosófico de Max Scheler e seus impactos

A presente dissertação tem como objetivo estudar a fundamentação da dignidade humana a partir do modelo antropológico-filosófico proposto por Max Scheler e os impactos desta fundamentação. O Filósofo compreende o ser humano enquanto dotado de espírito, isto é, enquanto pessoa, atributo que constitui...

Full description

Bibliographic Details
Author: Borges, Luiza Aparecida Bello
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2021
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repository:Repositório Institucional da UFJF
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/13601
Online Access:https://doi.org/10.34019/ufjf/di/2021/00282
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/13601
Access Level:Open access
Keyword:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
Dignidade humana
Personalismo ético
Simpatia
Sociologia do saber
Human dignity
Ethical personalism
Sympathy
Sociology of knowledge
Description
Summary:A presente dissertação tem como objetivo estudar a fundamentação da dignidade humana a partir do modelo antropológico-filosófico proposto por Max Scheler e os impactos desta fundamentação. O Filósofo compreende o ser humano enquanto dotado de espírito, isto é, enquanto pessoa, atributo que constitui seu objeto de interrogação inicial, qual seja, a peculiaridade humana no mundo. É a pessoa a origem e a fonte de atos de consciência espirituais a partir dos quais ela intui as essências (na dimensão teórica) e os valores (na dimensão prática) na própria vivência. Em ambas as dimensões, Scheler situa o a priori na esfera transcendente, podendo ser intuído pela consciência a partir da vivência (experiência fenomenológica). A fenomenologia scheleriana contrapõe-se ao criticismo de Kant que situa o a priori na dimensão transcendental, somente sendo alcançado através da especulação racional livre de qualquer apelo à experiência. São os valores o ponto de partida da ética material de Scheler e a pessoa é um valor sagrado (nível mais elevado da hierarquia de valores). Ao fazê-lo, a fenomenologia scheleriana supera o formalismo ético kantiano que concebe a pessoa como um fim a partir de uma releitura do imperativo categórico (formal e a priori). A proposta antropológico-filosófica é exposta no primeiro capítulo, tendo como referência a obra Formalismo na Ética e a Ética nãoformal dos Valores e o opúsculo Sobre a ideia de homem. No segundo capítulo, são investigadas a intuição dos valores, pilar da proposta ética de Scheler e o fenômeno da simpatia, como elo entre o personalismo ético e sociologia do saber, isto é, ponte que suporta o percurso entre a pessoa e a relação inter-pessoal (a intersubjetividade). Tais investigações são feitas a partir da primeira obra Essência e formas da simpatia. Por fim, no terceiro capítulo, reflete-se sobre a coletividade como o resultado do percurso que parte da pessoa e alcança o espírito coletivo orientado por valores a partir da obra Sociologia do saber. Concluise, portanto, que o personalismo ético de Scheler oferece uma fundamentação da dignidade humana apta a servir ao Direito, uma vez que é conteúdo objetivo e pode ser intuído pela coletividade. O desenvolvimento da pesquisa se dá na forma de investigação filosófica em que se define um objeto identificável, qual seja, a fundamentação da dignidade humana, e revisto a partir de uma investigação bibliográfica.