A imagem descorporificada de nós mesmos : notas sobre posse do próprio corpo e propriocepção à luz do enativismo
O presente estudo trata de certos problemas filosóficos relativos à autoconsciência corpórea, tendo como principal objetivo enfraquecer uma imagem descorporificada da concepção que temos de nós mesmos. O trabalho é composto de quatro ensaios conectados: os dois primeiros apresentam uma leitura de fi...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/230084 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/10183/230084 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Autoconsciência (Filosofia) Corpo humano (Filosofia) Propriocepção Filosofia Bodily self-awareness Body ownership Proprioception Enactivism |
| Resumo: | O presente estudo trata de certos problemas filosóficos relativos à autoconsciência corpórea, tendo como principal objetivo enfraquecer uma imagem descorporificada da concepção que temos de nós mesmos. O trabalho é composto de quatro ensaios conectados: os dois primeiros apresentam uma leitura de filósofos representativos da tradição analítica de inspiração kantiana (Elizabeth Anscombe, Peter Strawson e Gareth Evans), onde se pretende mostrar como esses autores negligenciam nossa natureza corporificada; os outros dois ensaios examinam certos fenômenos de nossa autoconsciência corpórea (a sensação de posse do próprio corpo e a propriocepção), buscando reinterpretá-los à luz de algumas variedades do enativismo (sensório motor, mente estendida e psicologia ecológica). A hipótese central a ser defendida é a de que o corpo humano tem um papel constitutivo, senão em nossa autoconsciência, ao menos na experiência perceptiva. Isso envolve questionar a ideia de que a mente ou o cérebro (as representações mentais ou os neurônios) funcionam isoladamente e estão no centro de nossas operações cognitivas. Na crítica proposta, a mente ou o cérebro são concebidos como em interação com o corpo e com o ambiente. A fim de articular essa concepção holística cérebro-corpo-mundo, a presente tese se vale de alguns conceitos da fenomenologia clássica e das recentes contribuições enativistas que resistem à tendência cognitivista contemporânea. Como resultado, pretende-se meramente sugerir novos caminhos de pesquisas pautados por enativismos sobre a autoconsciência corpórea. |
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