A expressão na filosofia da música de Theodor W. Adorno
Pretendemos discutir a questão da expressão na filosofia da música de Theodor Adorno. Veremos como, na leitura de Adorno, a expressão muda de função no contexto da nova música e de sua recusa da tonalidade. Nas composições expressionistas de Arnold Schoenberg, a expressão deixa de afirmar a reconcil...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-26042024-114920 |
| Acesso em linha: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-26042024-114920/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Expressão Expression Filosofia da música Morton Feldman Música Nova New Music Philosophy of music Theodor Adorno |
| Resumo: | Pretendemos discutir a questão da expressão na filosofia da música de Theodor Adorno. Veremos como, na leitura de Adorno, a expressão muda de função no contexto da nova música e de sua recusa da tonalidade. Nas composições expressionistas de Arnold Schoenberg, a expressão deixa de afirmar a reconciliação entre os impulsos expressivos do sujeito musical e as convenções da tonalidade, e assume uma função negativa, denunciando o caráter antagônico da vida social ao invés de ocultá-lo por meio da fraude da harmonia. Veremos ainda como a postura crítica da nova música, indissociável da expressão entendida como contratendência em relação à logicidade da forma, é colocada em risco no pós-Guerra. Ao rejeitar a expressão in totum e optar por sistemas composicionais que tendem a excluir o sujeito, a música de vanguarda recupera o caráter ideológico que havia superado por meio da crítica à expressão tradicional. Por fim, argumentamos que a obra de Morton Feldman é capaz de superar os impasses que Adorno identifica na produção de seus contemporâneos. Sua crítica à expressão tradicional não o leva a sistemas musicais alheios ao sujeito, mas a uma música sistematicamente assitemática, na qual sobrevive o ímpeto crítico da nova música |
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