Ontogenia de larvas de piracanjuba, Brycon orbignyanus Valenciennes (1849) (Characiformes, Characidae, Bryconinae)

Com o objetivo de descrever a ontogenia das larvas de piracanjuba Brycon orbignyanus (Valenciennes, 1849) (Characiformes, Characidae, Bryconinae), entre zero e 172 horas após eclosão, foram utilizados, aproximadamente, 4.000 exemplares, resultantes de reprodução induzida, provenientes da Estação de...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autor: Maciel, Cláudia Maria Reis Raposo
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2006
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Repositório:LOCUS Repositório Institucional da UFV
Idioma:português
OAI Identifier:oai:locus.ufv.br:123456789/1791
Acesso em linha:http://locus.ufv.br/handle/123456789/1791
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Piracanjuba
Histologia
Ontogenia
Teleostei
Brycon orbignyanus
Histology
Ontogeny
CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::ZOOTECNIA::NUTRICAO E ALIMENTACAO ANIMAL
Descrição
Resumo:Com o objetivo de descrever a ontogenia das larvas de piracanjuba Brycon orbignyanus (Valenciennes, 1849) (Characiformes, Characidae, Bryconinae), entre zero e 172 horas após eclosão, foram utilizados, aproximadamente, 4.000 exemplares, resultantes de reprodução induzida, provenientes da Estação de Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental de Volta Grande, Conceição das Alagoas, MG. As larvas foram coletadas a cada meia hora nas incubadoras, em que as características físicoquímicas da água foram 26,18 ± 0,40 oC, pH 6,62 ± 0,17, 6,42 ± 0,17 mg/l de O2, 0,05 mS/cm e 0% de salinidade. Os exemplares foram fixados em solução de formol neutro tamponado a 4%, para os estudos morfológico aparente e morfométrico, e em fluído de Bouin, por 6 a 8 horas, a temperatura ambiente, para os estudos histológicos e do sistema endócrino gastroenteropancreático. A cada 12 horas foi observado o comportamento das larvas, em particular, o natatório, alimentar, canibalismo e predação, e a formação de cardume. As larvas de piracanjuba (Brycon orbignyanus), ás 28 horas após eclosão (CP = 6,35 ± 0,13 mm), desenvolveram um conjunto de características morfológicas, histológicas e comportamentais que as tornaram predadoras ativas e capazes de superar uma das etapas críticas da larvicultura, o início da alimentação exógena. Às 72 horas após eclosão (CP = 9,13 ± 0,18 mm), elas tornaram-se capazes de superar outra fase crítica, que coincide com o momento em que a bexiga gasosa torna-se totalmente inflada. O desenvolvimento ontogênico apresentado pelas larvas de piracanjuba (Brycon orbignyanus), até 172 horas após eclosão (CP = 3,62 a 11,94 mm), relacionadas com a detecção e seleção do alimento, alimentação, respiração, locomoção e formação de cardumes, favorecem a sobrevivência.