O efeito de barragens hidrelétricas sobre populações de peixes de rios de águas pretas na Amazônia: uma abordagem com o uso de marcadores biogeoquímicos e moleculares
Um efeito bastante estudado da construção de barragens hidrelétricas é a formação de barreira física aos movimentos migratórios de espécies que precisam realizá-los para completar seu ciclo de vida. Contudo, a conservação da variabilidade genética e da diversidade biológica das populações é fundamen...
| Autores: | , , |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Amazonas (UFAM) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFAM |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:https://tede.ufam.edu.br/handle/:tede/7475 |
| Acceso en línea: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/7475 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Usinas hidrelétricas Peixes - Populações Usina Hidrelétrica de Balbina Uatumã, Rio (AM) CIÊNCIAS AGRÁRIAS: RECURSOS PESQUEIROS E ENGENHARIA DE PESCA Cichla temensis Rio Uatumã Balbina Microquímica de otólitos SNP’s |
| Sumario: | Um efeito bastante estudado da construção de barragens hidrelétricas é a formação de barreira física aos movimentos migratórios de espécies que precisam realizá-los para completar seu ciclo de vida. Contudo, a conservação da variabilidade genética e da diversidade biológica das populações é fundamental para o funcionamento dos ecossistemas e manutenção das espécies de peixes, no que concerne à sua habilidade de adaptação e resposta às frequentes mudanças ambientais. Este estudo objetivou estudar o efeito de barragens hidrelétricas sobre a dinâmica de movimentos e a estrutura genética de populações de peixes da Amazônia, por meio de um estudo de caso com a população de Cichla temensis do rio Uatumã, barrado pela Usina Hidrelétrica de Balbina, e do rio Jatapú, um afluente não impactado, para testar a hipótese central de que: O barramento do rio Uatumã formou barreira física e ecológica à movimentação dos peixes e ao fluxo gênico entre a população de C. temensis originária do rio Uatumã. Para tanto, foram realizadas análises biogeoquímicas para entender a dinâmica de movimentos dos peixes, a partir das assinaturas isotópicas de 87Sr/86Sr em otólitos, escamas e águas, por meio da espectrometria de massa com fonte de plasma e multicoletor, com ablação a laser para os otólitos e escamas (MC-LA-ICPMS), e análises moleculares para determinar os parâmetros populacionais, a partir de amostras biológicas (fragmento da nadadeira pélvica), utilizando uma ferramenta genômica por meio dos SNP’s, aplicando a metodologia de RADseq. Foram analisados efetivamente 88 otólitos, 20 escamas, 78 amostras de nadadeira de C. temensis e quatro amostras de água do rio Uatumã. A biogeoquímica nos permitiu observar os impactos diretos da fragmentação do rio Uatumã, devido a implantação da Usina Hidroelétrica de Balbina, sobre os padrões comportamentais relacionados aos movimentos de dispersão da população originária de C. temensis do rio Uatumã, principalmente aqueles que habitam a área de influência direta da barragem. Já através da genômica, observamos que a barragem forçou uma estruturação da população originária de C. temensis, dividindo-a em dois subgrupos populacionais, um a montante e outro a jusante. Espera-se que esta pesquisa subsidie novos estudos, visando que os recursos pesqueiros possam ser manejados adequadamente e avaliados de forma eficiente nos diagnósticos ambientais de empreendimentos hidrelétricos. |
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