Para um pedagogia da pichação

Esta dissertação pretende contribuir com os estudos desenvolvidos na área educacional no Estado de Pernambuco. Contando com um embasamento antropológico, e especificamente, com a Antropologia do Imaginário de Gilbert Durand, e ainda, utilizando como método ã "arquitetura sensível" (elabora...

Full description

Bibliographic Details
Author: GARCEZ, Rita de Cássia Costa
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2000
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repository:Repositório Institucional da UFPE
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/17005
Online Access:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17005
Access Level:Open access
Keyword:Gilbert Durand
Pedagogia
Pichação
Description
Summary:Esta dissertação pretende contribuir com os estudos desenvolvidos na área educacional no Estado de Pernambuco. Contando com um embasamento antropológico, e especificamente, com a Antropologia do Imaginário de Gilbert Durand, e ainda, utilizando como método ã "arquitetura sensível" (elaborada pela Prof. Dra. Danielle Perin Rocha Pitta) e o AT-9 (arquétipo teste de nove elementos criado por Yves Durand), buscou-se conhecer e compreender a visão de escola, bem como a apropriação do seu espaço, junto a um grupo de estudantes pichadores, de uma escola pública localizada na Região Metropolitana do Recife. A Pesquisa permitia perceber que o espaço, para o grupo, torna-se um espaço/cemitério, ou melhor, cemitério/escola, pátio sendo o lugar mais freqüentado pelo grupo, e que as pichações podem ser compreendidas, substancialmente como forma de protesto contra a hierarquia escolar e um futuro sem perspectivas. Ogrupo demonstra sentimentos de revolta rejeição, e descrença no devir, no futuro oferecido pelo projeto escolar, e constrói assim, cotidianamente, com escola na escola relações conflituosas, de transgressão, porém complementares, que permitem um desenvolvimento de uma dinâmica sócio-cultural-específica e a existência e a convivência de duas forças opostas, antagônicas que perduram em uma "harmonia conflitual" necessária à vida. Delineam-se desta forma, perspectivas para a elaboração de novos elementos em termos de educação, que venham integrar o Novo Espírito Pedagógico.