Relações entre tempo e evidencialidade nas línguas indígenas do Brasil: um estudo tipológico-funcional

Considerando a evidencialidade como a expressão da fonte da informação contida em um enunciado, o objetivo deste trabalho é verificar quais são as relações que os subtipos evidenciais gramaticais estabelecem com a categoria de tempo. Tomando como embasamento teórico-metodológico a Gramática Discursi...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Kapp, Aline Maria Miguel [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/86538
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/86538
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Linguística
Funcionalismo (Linguística)
Análise linguística
Tipologia (Linguistica)
Linguistics
Descripción
Sumario:Considerando a evidencialidade como a expressão da fonte da informação contida em um enunciado, o objetivo deste trabalho é verificar quais são as relações que os subtipos evidenciais gramaticais estabelecem com a categoria de tempo. Tomando como embasamento teórico-metodológico a Gramática Discursivo-Funcional (GDF), investigamos um conjunto de 23 línguas indígenas do Brasil em que evidencialidade e tempo são categorias obrigatórias, já que, nessas línguas, observa-se uma interessante inter-relação entre as categorias de tempo e evidencialidade. Os subtipos evidenciais foram classificados segundo a tipologia proposta por Hengeveld e Dall’Aglio Hattnher (2012), que identifica evidencialidade de percepção de evento, dedutiva, inferencial e reportativa. Em relação à ocorrência dos subtipos evidenciais, a reportatividade e a percepção de evento foram os mais usuais, seguidos pela dedução e, posteriormente, pela inferência. No que concerne à expressão do tempo, grande parte das línguas indígenas do corpus divide o tempo em passado, presente e futuro, havendo ainda algumas línguas que expressam uma divisão binária, como a oposição passado/não-passado e futuro/não-futuro. Além dessas distinções, a divisão temporal envolve também a distinção entre os graus de distância (imediato, recente, remoto, distante) entre os eventos e um ponto de referência, normalmente representado pelo momento presente. No que se refere às relações entre as categorias em análise, embora as línguas do corpus tenham mostrado sistemas bastante variados, foi possível estabelecer algumas regularidades: i) os evidenciais ocorrem com maior frequência nos tempos passado e presente, especialmente com o primeiro, sendo sua expressão no futuro bastante rara; ii) o evidencial de percepção de evento ocorre praticamente...