Caracterização petrográfica, química mineral e petrogênese do kimberlito Rosário 16 - Rosário do Sul - RS
O Rosário 16 (R-16) é um kimberlito transicional hipoabissal, entre a zona de raiz e diatrema, dividido em subsuperfície em dois pipes vulcânicos, Rosário 16-A e Rosário 16-B. Ele pertence a Província Kimberlítica de Rosário do Sul, intrusiva no craton Rio de la Plata à sudeste da Bacia do Paraná, n...
| Author: | |
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| Format: | master thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2023 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repository: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/272858 |
| Online Access: | http://hdl.handle.net/10183/272858 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Geoquímica Química mineral Kimberlito Manto sublitosférico : Gondwana Rosário do Sul (RS) Gondwana Sub-lithospheric Mantle; Mineral chemistry Kimberlite Mantle redox conditions |
| Summary: | O Rosário 16 (R-16) é um kimberlito transicional hipoabissal, entre a zona de raiz e diatrema, dividido em subsuperfície em dois pipes vulcânicos, Rosário 16-A e Rosário 16-B. Ele pertence a Província Kimberlítica de Rosário do Sul, intrusiva no craton Rio de la Plata à sudeste da Bacia do Paraná, no sul do Brasil. Rosário 16-A e Rosário 16-B afloram como saprólito de rocha, encaixados em estrutura NE/SW, a uma distância de 7 km do alnoíto Rosário 6 (R-6). O R-16 é constituído por microfenocristais de olivina forsterítica, Mg-cromita, Mg-ilmenita, diopsídio, flogopita, fluorapatita e CaTiO3 perovskita. Microxenocristais, possivelmente derivados de macrocristais peridotíticos, incluem olivina forsterítica, Mg-cromita e Cr-piropo, além de almandina de origem eclogítica. A determinação da composição de elementos maiores nos minerais foi realizada por análises de microssonda eletrônica. Condições de temperatura e fugacidade de oxigênio (ƒO2) foram calculadas utilizando diferentes geotermobarometros com base na composição de olivina, espinélio e perovskita. Pressões de 4 GPa ou superiores foram inferidas para R-16 devido à presença de Cr-piropo. A faixa média de temperatura resultante a 4 GPa varia 1130ºC a 1140°C, enquanto a ƒO2 no momento da equilibração está em torno de ΔNNO = - 3,92 a -1,35. Valores reduzidos de FeO e o enriquecimento de Nb em CaTiO3 perovskita, anomalias negativas de Ce em fluorapatitas combinados com os dados de pressão, temperatura e ƒO2 para Rosario 16, sugerem que o metassomatismo por CO2 foi menos intenso em comparação com R-6. Estima-se que, em R-16, as reações de CO2 tenham ocorrido no manto a pressões mais elevadas, cerca de 4 GPa, resultando a geração do magma kimberlítico por meio da interação de líquidos silicáticos com líquidos carbonatíticos. A similaridade entre os perfis de ƒO2 x temperatura entre R-16 e os basaltos alto e baixo-Ti da Bacia do Paraná sugere uma fonte mantélica heterogeneamente metassomatizada para o cluster alcalino de Rosário do Sul e os magmas basálticos. Dessa forma, compreende-se que o emplaçamento do R-16 foi favorecido pelo processo de quebra do Gondwana, o qual deu origem a Paraná- Etendeka Large Igneous Province. |
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