O antropólogo-cineasta e o nativo-a(u)tor: as transformações de Oumarou Ganda e Petit Touré em Eu, um negro, de Jean Rouch

Este artigo apresenta a dimensão performática e corporal das personagens de Oumarou Ganda e Petit Touré no filme Eu, um negro, de Jean Rouch (1958). Para além da análise dos enquadramentos, falas e edição, enseja-se dar ênfase à interpretação da dimensão performática, tanto dos gestos corporais e fe...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Hirano, Luis Felipe Kojima
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2020
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:GIS - Gesto, Imagem e Som - Revista de Antropologia
Idioma:português
inglês
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/165057
Acesso em linha:https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/165057
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Jean Rouch
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Resumo:Este artigo apresenta a dimensão performática e corporal das personagens de Oumarou Ganda e Petit Touré no filme Eu, um negro, de Jean Rouch (1958). Para além da análise dos enquadramentos, falas e edição, enseja-se dar ênfase à interpretação da dimensão performática, tanto dos gestos corporais e feições faciais quanto da impostação da voz off de Oumarou Ganda e Petit Touré. Se, por um lado, compreender de que maneira a dimensão performática e corporal de Ganda e Touré cria uma mise-en-scène própria, possibilitando pensá-los como nativo-a(u)tores, por outro, analisar o espaço de criação das personagens traz apontamentos para pensar na construção do conhecimento antropológico a partir da relação entre Rouch e seus interlocutores.