O acesso lexical em trilíngues brasileiros falantes de português, inglês e francês
Entender como os indivíduos que falam mais de uma língua reconhecem e processam palavras de diferentes idiomas tem sido questão central nas pesquisas em multilinguismo. Nas últimas décadas, um grande número de estudos coletou evidências de que o reconhecimento de palavras em uma língua pode ser infl...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/143649 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/143649 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Acesso lexical Multilinguismo Língua estrangeira : Aprendizagem Língua portuguesa Língua inglesa Língua francesa Multilinguism Lexical access Cognate facilitation effect |
| Sumario: | Entender como os indivíduos que falam mais de uma língua reconhecem e processam palavras de diferentes idiomas tem sido questão central nas pesquisas em multilinguismo. Nas últimas décadas, um grande número de estudos coletou evidências de que o reconhecimento de palavras em uma língua pode ser influenciado pelo conhecimento de palavras de outra língua, ou seja, o acesso lexical dos multilíngues seria não-seletivo, em que ambas as línguas estão ativas, independentemente da língua-alvo do contexto. Assim, o presente estudo buscou investigar a influência de L1 e L2 sobre a L3 em uma população trilíngue. Contou-se com uma amostra de 26 brasileiros trilíngues de português (L1), inglês (L2) e francês (L3) de proficiência diversa. Os sujeitos realizaram dois experimentos de decisão lexical em francês, o primeiro composto por estímulos em francês que eram cognatos com português, inglês ou ambas as línguas, e o segundo composto por homógrafos interlinguísticos nas mesmas condições. Os resultados nos levam a conclusões semelhantes aos estudos anteriores, dando suporte à hipótese de acesso lexical não-seletivo, demonstrando a existência de um efeito cognato na análise de percentual de erro no caso dos cognatos e dos falsos cognatos. Contudo, não foi possível encontrar um efeito cognato trilíngue como o esperado e tampouco verificar o efeito cognato nos tempos de reação. Esses resultados são discutidos, refletindo-se sobre a influência da proficiência, do tempo e da frequência de uso das línguas e do número de participantes do estudo. |
|---|