Fertilização com ferro e zinco em batata-doce e mandioca: efeitos sobre os parâmetros produtivos, composição química e qualidade tecnológica de raízes
Os micronutrientes desempenham um papel fundamental na manutenção do metabolismo das plantas, crescimento e produção, tolerância ao estresse e resistência a doenças. O ferro (Fe) e o zinco (Zn) são essenciais para plantas podendo ser tóxicos em níveis acima das concentrações ideais. A fertilização c...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/235599 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/11449/235599 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | micronutriente Manihot esculenta Ipomoea batatas adubação micronutrient fertilization |
| Resumo: | Os micronutrientes desempenham um papel fundamental na manutenção do metabolismo das plantas, crescimento e produção, tolerância ao estresse e resistência a doenças. O ferro (Fe) e o zinco (Zn) são essenciais para plantas podendo ser tóxicos em níveis acima das concentrações ideais. A fertilização com micronutrientes em raízes tuberosas, que consideradas alimentos base para a alimentação mundial, como a mandioca e batata-doce, além da importância na produção de raízes para o suprimento alimentar mundial, torna-se importante do ponto de vista da biofortificação. A desnutrição de micronutrientes afeta mais da metade da população mundial levando à diversos problemas de saúde. A deficiência de ferro é um dos principais problemas nutricionais do mundo, resultado do prolongado balanço negativo de ferro devido à inadequada ingestão ou absorção pela dieta. O zinco é um mineral essencial ao organismo, com diversas funções fisiológicas e metabólicas, como a manutenção da integridade imunológica, imunidade celular e atividade antioxidante. Uma forma de combater a má nutrição desses minerais é a biofortificação agronômica que é obtida por meio da aplicação de fertilizantes ao solo e/ou aplicação foliar, sendo esta técnica uma forma de incrementar o valor nutricional de culturas amiláceas. Diante dos aspectos aqui referidos, este trabalho objetivou avaliar os efeitos das doses de fertilização com ferro e com zinco no cultivo de mandioca, cultivar IAC 576-70, sobre os aspectos de crescimento da planta, acúmulo de nutrientes nas partes da planta, bem como, composição nutricional e análises de cozimento das raízes. Nesta mesma linha, também foi objetivo deste estudo avaliar os efeitos das doses de ZnSO4 no cultivo de batata doce, cultivar Canadense, sobre os mesmos parâmetros estudados nos ensaios com mandioca. Para o alcance dos objetivos da pesquisa foram instalados dois ensaios experimentais para a mandioca. Ambos os experimentos foram conduzidos no delineamento de blocos ao acaso, com quatro repetições. Os tratamentos consistiram em doses de sulfato de ferro (FeSO4, 0; 3,8; 7,5; 11,3 e 15,0 g pl-1) equivalentes a 0, 25, 50, 75 e 100 kg ha-1 e sulfato de zinco (ZnSO4, 0, 1,5; 3,0; 4,5 e 6,0 g pl-1) equivalentes a 0, 10, 20, 30 e 40 kg ha-1, onde as fontes utilizadas foram sulfato de ferro e de zinco, respectivamente. Os ensaios foram conduzidos no primeiro ciclo de cultivo (368 dias). Já para o experimento de batata-doce foi instalado um experimento com adubação de zinco, onde se utilizou o delineamento de blocos ao acaso, com 7 repetições. Os tratamentos consistiram em doses de sulfato de zinco (ZnSO4, 0, 0,25; 0,5; 1,0 e 2,0 g pl-1) equivalentes a 0, 5, 10, 20 e 40 kg ha-1, onde a fonte utilizada foi o sulfato de zinco. O experimento teve duração de 150 dias do plantio à colheita. Para o experimento de mandioca a adubação de ferro e zinco interferiu na arquitetura da planta de mandioca. Em ambos os experimentos houve aumento na produtividade. A fertilização com FeSO4 na mandioca influenciou os teores de macro e micronutriente nas folhas (Mg, Fe e Mn), na haste (Fe e Mn), na cepa (N, P, K, Ca, S, Cu e Mn) e, na raiz tuberosa (N, K, Ca, Mg, Fe, Zn e Mn). Nas raízes cozidas, com o aumento das doses de adubação com FeSO4 observou-se aumento no teor de fibra, redução no teor de matéria graxa, e redução na perda de Ca após o cozimento. Os resultados mostraram que adubação com FeSO4 aumentou o teor de alguns minerais nas raízes tuberosas e fibra até a dose estimada de 14,7 g pl-1 de FeSO4, açúcar total até a dose estimada de 10,4 g pl-1 de FeSO4, proteína até a dose estimada de 5,3 g pl-1 de FeSO4 e em relação a textura, antes e depois do cozimento, todas as doses apresentaram maiores valores em comparação com a testemunha. A fertilização com ZnSO4 em mandioca teve efeito sobre os teores de macro e micronutrientes nas folhas (N, P, K, Ca, Mg, Fe e Mn), na haste (N, P, K, Mg, S, Fe, Cu, Zn e Mn) na cepa (Cu) e na raiz tuberosa (P, K, Ca, Mg, Fe e Zn). O aumento das doses de ZnSO4 levou a redução linear nos teores de cinza e fibra nas raízes. O Ca e Cu tiveram reduções na perda com o cozimento quando comparado com a testemunha. As doses de ZnSO4 afetaram os teores de minerais nas raízes com aumento de P até a dose estimada de 4,1 g pl-1 de ZnSO4, K até 1,5 g pl-1 de ZnSO4 e Zn até a dose estimada de 3,2 g pl-1 de ZnSO4. No experimento de batata-doce a adubação com ZnSO4 aumentou a altura da planta, massa seca na raiz tuberosa e massa seca total das plantas. Também ocorreu aumento nos teores de P, K, Mg, Ca, Fe, Zn e Mn nas raízes tuberosas em comparação a testemunha. Para o experimento de batata-doce, as alturas das plantas foram maiores até a dose estimada de 0,9 g pl-1, e o diâmetro das raízes foram maiores na testemunha. O acúmulo de N na parte aérea, K na raiz absorvente e S na raiz tuberosa teve decréscimo linear com o aumento das doses de ZnSO4. O P na parte aérea e raiz tuberosa aumentou até a dose estimada de 1,3 e 0,6 g pl-1, respectivamente. O K na raiz tuberosa aumentou até a dose de 1,1 e o Mg até a dose de 1,3 g pl-1 de ZnSO4. Para os micronutrientes o Fe, Cu na parte aérea e Mn na raiz absorvente tiveram redução linear no acúmulo. Para o acúmulo de Fe, Zn e Mn na raiz tuberosa e Cu na raiz absorvente ocorreu aumento até a dose estimada de 1,3; 1,8; 1,3 e 1,1 g pl-1 de ZnSO4. O teor de cinza na raiz tuberosa variou de 0,59 a 1,30 g 100 g-1. O teor de fibra e a textura antes do cozimento tiveram aumento linear. Os teores de K, Mg, Fe e Mn na raiz tuberosa aumentaram até as doses estimadas de 1,1; 1,3; 1,6 e 1,4 g pl-1 respectivamente, já o Ca e o Zn tiveram aumentos lineares dos teores e o S teve redução no teor até a dose de 1,5 g pl-1. Nas maiores doses de fertilizante ocorreu redução no tempo de cozimento das raízes. As perdas após o cozimento de K e S tiveram reduções lineares. Para os nutrientes Fe, Cu, Zn e Mn ocorreram menores perdas a partir das doses estimadas de 1,4; 1,1; 1,6 e 1,1 g pl-1. Portanto conclui-se que a cultivar IAC 576-70 adubada com FeSO4 teve aumento da produtividade de 6 kg pl-1, até a dose estimada de 8,2 g pl-1. Foram observados aumentos nos teores de macro e micronutrientes, destacando-se o aumento de 163% no acúmulo de ferro nas raízes tuberosas. No experimento de mandioca com adubação de ZnSO4, o número de raízes tuberosas aumentou linearmente, com interferência das doses na arquitetura das plantas e no acúmulo de macro e micronutrientes, com aumento do teor de Zn nas raízes tuberosas. Já para o experimento de batata doce houve aumento da matéria seca total das raízes tuberosas e da planta inteira até as doses estimadas de 1,5 e 1,3 g pl-1 de ZnSO4, respectivamente. O tempo de cozimento diminuiu com o aumento das doses do fertilizante. Estes resultados evidenciam aumentos de produtividade com a fertilização com micronutrientes em mandioca de mesa e batata-doce e apontam para a possibilidade de incremento no valor nutricional das raízes de mandioca e batata-doce com a fertilização com micronutrientes sem prejuízo na qualidade de cozimento. |
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