Oestrus ovis: sintomatologia, perdas produtivas, profilaxia e diagnóstico da oestrose em cordeiros naturalmente infestados
Em experimento inicial, os efeitos profiláticos e terapêuticos de ivermectina e closantel foram avaliados em cordeiros com infestação natural de O. ovis. O ensaio foi realizado entre o início de Dezembro de 2019 e Março de 2020, com 30 cordeiros machos distribuídos em três grupos de 10 animais cada:...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/235070 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/235070 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Antiparasitário ELISA Oestridae Ovino PCR Sheep Antiparasitic |
| Sumario: | Em experimento inicial, os efeitos profiláticos e terapêuticos de ivermectina e closantel foram avaliados em cordeiros com infestação natural de O. ovis. O ensaio foi realizado entre o início de Dezembro de 2019 e Março de 2020, com 30 cordeiros machos distribuídos em três grupos de 10 animais cada: controle (sem tratamento), tratado com ivermectina (0,2 mg/kg, via subcutâneo) e tratado com closantel (10 mg/kg, via oral). Os grupos foram tratados em duas ocasiões com 70 dias de intervalo: em 5 de Dezembro de 2019 e em 13 de Fevereiro de 2020. Em 19 de Março de 2020, todos os ovinos foram abatidos. As cabeças dos cordeiros foram retiradas e seccionadas ao longo do seu eixo longitudinal e sagital para recuperação das larvas. As larvas recuperadas de O. ovis foram contadas e identificadas de acordo com o seu estádio de desenvolvimento (L1, L2 e L3). Sete dos cordeiros do grupo controle estavam infestados com larvas de O. ovis entre seis e 17 larvas. Todas as larvas recuperadas do grupo controle estavam intactas e ativas. Três animais tratados com ivermectina tinham larvas de O. ovis (1 a 3 larvas), contudo estavam mortas. Os animais tratados com closantel não tinham quaisquer larvas. Os sinais clínicos sugestivos de oestrose foram escassos durante o período experimental. As médias de ganho de peso diário foram semelhantes (p > 0,05) entre os grupos. Closantel e ivermectina tiveram alta eficácia contra a oestrose e o parasitismo por O. ovis não prejudicou o desempenho dos cordeiros. Um segundo experimento com cordeiros, naturalmente infestadas por larvas de O. ovis, foi realizado com o objetivo de avaliar a variabilidade dos sinais clínicos de oestrose e a adequação da PCR e ELISA como método de diagnóstico. O experimento foi realizado de Dezembro de 2020 a Abril de 2021 com 39 animais divididos em dois grupos: grupo infestado (n=26) e grupo controle tratado (n=13). O grupo infestado não recebeu tratamento contra a oestrose, e o grupo controle foi tratado com closantel (10 mg/kg, via oral), a cada 28 dias, a fim de manter os animais tão livres, quanto possível, da infestação por O. ovis. Os sinais clínicos variavam entre os animais independentemente do número de larvas recuperadas, no entanto, os escores de secreção nasal mucosa espessa e de mucopurulenta eram menos frequentes nos ovinos do grupo tratado. Não houve correlação entre o escore de descarga nasal e o número de larvas recuperadas de O. ovis (R² = 0,012, P = 0,165). Três animais tratados apresentaram larvas de primeiro estádio (L1) (1 - 4 larvas/animal) as quais eram menores do que as L1 encontradas nos cordeiros do grupo infestado. Noventa e dois por cento dos cordeiros do grupo infestado (24/26) estavam parasitados por larvas de O. ovis (número variando de 1 a 54 larvas por animal). Foi observado um aumento gradual dos níveis de IgG plasmático (anti-antígeno das larvas de O. ovis) nos animais do grupo infestado enquanto que os ovinos do grupo controle apresentaram níveis baixos de IgG ao longo do experimento. A PCR teve baixa sensibilidade (26%) e alta especificidade (100%), e apresentou leve concordância (k = 0,177) com a detecção das larvas após o abate dos cordeiros. Os sinais clínicos de oestrose não tiveram relação com a intensidade de infestação e o ELISA mostrou-se superior em comparação com a técnica de PCR para a identificação de animais parasitados por O. ovis. |
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