Caracterização dos candidatos à doação de sangue com sorologia positiva para HIV / Characterizing blood donation candidates with positive serology for HIV

O Vírus da Imunodeficiência Humana, pode ser transmitido por via sexual, transmissão vertical e pela via parenteral. O processo de transfusão de sangue apresenta um risco e por isso, deve ser realizado de forma criteriosa, buscando garantir a segurança para o receptor e doador. O objetivo deste trab...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autores: Arruda, Alcínia Braga de Lima, Souza, Denia Alves Albuquerque de, Ferreira, Francisca Vânia Barreto Aguiar, Filho, Tarcísio Paulo de Almeida, Arruda, Amanda Aparecida de Lima, Gondim, Yago Mota, Barbosa, José Lúcio Jorge
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2019
País:Brasil
Recursos:Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP)
Repositório:Brazilian Journal of Health Review
Idioma:português
OAI Identifier:oai:ojs2.ojs.brazilianjournals.com.br:article/2894
Acesso em linha:https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/2894
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:HIV. Transfusão sanguínea. Triagem Sorológica.
Descrição
Resumo:O Vírus da Imunodeficiência Humana, pode ser transmitido por via sexual, transmissão vertical e pela via parenteral. O processo de transfusão de sangue apresenta um risco e por isso, deve ser realizado de forma criteriosa, buscando garantir a segurança para o receptor e doador. O objetivo deste trabalho foi verificar a prevalência de HIV entre os candidatos à doação de sangue e estabelecer o perfil desses indivíduos. Foi realizado um estudo retrospectivo com abordagem quantitativa, utilizando os dados dos doadores que realizaram a triagem sorológica, nos anos de 2014 a 2016, na hemorrede cearense. O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Ceará sob o número de parecer 2.583.255. Os resultados mostraram que em 2014, dos 105.182 candidatos à doação de sangue, 170 apresentaram HIV positivo ou indeterminado na primeira triagem sorológica. Destes, 53 não retornaram e 117 retornaram para segunda triagem (32 tiveram diagnóstico confirmado para HIV e 85, negativo). Em 2015, dos 110.269 candidatos, 148 passaram para segunda triagem sorológica. Desses, 46 não retornaram para segunda triagem e 102 retornaram, sendo que 34 positivaram para HIV e 68, o diagnóstico foi negativo. E em 2016, dos 110.285 candidatos, 130 foram para segunda triagem sorológica. Destes, 65 não compareceram e 65 realizaram os exames, sendo que 17 positivaram para HIV e 48, negativaram. A prevalência de HIV foi de 0,030% (2014), 0,031% (2015) e 0,015% (2016). Em todos os anos, as variáveis faixa etária, gênero, cor da pele e estado civil prevaleceram. Assim, 56,3% (2014), 47,1% (2015) e 52,9% (2016) entre 17 e 29 anos; 78,13% (2014), 88,24% (2015) e 76,47% (2016) do gênero masculino; 84,38% (2014), 85,3% (2015) e 64,71% (2016) de cor morena/parda; 78,13% (2014), 73,53% (2015) e 58,82% (2016) solteiros. E, 65,62% (2014) com 3º grau; 58,82% (2015) e 82,36% (2016) com ensino médio. Conclui-se que a prevalência para HIV foi abaixo dos resultados relatados na literatura e que trabalho como esse é importante, pois possibilita o planejamento de ações de saúde pública voltado para as especificidades de cada hemocentro.