O Sócrates de Platão e os limites do intelectualismo na ética
Minha intenção é a de mostrar como uma leitura cética dos diálogos socráticos de Platão permite explicar alguns impasses nos quais resulta a interpretação dogmática desses diálogo...
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| Tipo de documento: | artigo |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2007 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal do Paraná (UFPR) |
| Repositório: | Revista Dois Pontos (Curitiba. Online) |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/8280 |
| Acesso em linha: | https://revistas.ufpr.br/doispontos/article/view/8280 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Ceticismo Sócrates Platão Virtude Skepcitism Socrates Plato Virtue |
| Resumo: | Minha intenção é a de mostrar como uma leitura cética dos diálogos socráticos de Platão permite explicar alguns impasses nos quais resulta a interpretação dogmática desses diálogos. Enumero aqui, de maneira programática, os elementos que permitirão sustentar que, nos diálogos de juventude, Platão desenvolveu uma lógica que conduz a uma posição forte sobre os limites do conhecimento e do intelectualismo. Essa interpretação se inspira em traços dominantes do ceticismo de Arcesilau (séc. III a.C.). Mostrarei como os diálogos de Platão podem ser lidos como a inspiração por trás da posição de Arcesilau quando este afirma que seria preciso suspender o julgamento e, na falta de certeza, seguir o que é razoável (eulogon). De uma parte, o estudo do estatuto paradoxal da ignorância socrática e do papel do oráculo na Apologia permite discernir o funcionamento de uma lógica propícia a gerar aporias. De outra parte, a análise do problema da virtude-ciência no Protágoras e no Laques permite exibir os mecanismos de uma argumentação cuja conclusão é a impossibilidade de defender hic e nunc uma ética estritamente intelectualista. |
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