Distribuição potencial, uso de hábitat e estimativas populacionais do galo-da-serra (rupicola rupicola, aves: cotingidae) na apa maroaga e entorno, presidente figueiredo-am, com recomendações para sua conservação

O galo-da-serra (Rupicola rupicola, Linnaeus 1766) é uma ave endêmica das áreas montanhosas mais antigas ao leste dos Andes e ao norte do rio Amazonas. Encontrada somente nas florestas com terreno escarpado, a espécie se distribui desde o estado do Amazonas, nas serras de fronteira com o Pará, Amapá...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Sohn, Natacha
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2009
País:Brasil
Recursos:Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA)
Repositório:Repositório Institucional do INPA
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio:1/11848
Acesso em linha:https://repositorio.inpa.gov.br/handle/1/11848
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4265309T9
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Rupicola rupicola Distribuição Geográfica Amazônia
Galo-da- Serra
Ecologia
Preservação e conservação
Descrição
Resumo:O galo-da-serra (Rupicola rupicola, Linnaeus 1766) é uma ave endêmica das áreas montanhosas mais antigas ao leste dos Andes e ao norte do rio Amazonas. Encontrada somente nas florestas com terreno escarpado, a espécie se distribui desde o estado do Amazonas, nas serras de fronteira com o Pará, Amapá e Roraima, até as Guianas, Venezuela, Colômbia e Suriname. No Amazonas ele ocorre no município de Presidente Figueiredo, onde é considerado ave símbolo. Este estudo modelou a distribuição geográfica potencial e caracterizou os padrões de uso de habitat do galo-da-serra ao longo de um ano na APA Maroaga e entorno, para definição de áreas prioritárias para a conservação da espécie. Foram gerados dois modelos de distribuição potencial a partir do programa DesktopGARP, um em escala geográfica regional, compreendendo o norte da América do sul, e outro em escala local, na área de estudo (APA Maroaga-AM). Foram utilizadas 4 variáveis climáticas, 3 topográficas e 2 índices de vegetação todas selecionadas a partir do teste jackknife, incorporado no programa Maxent. O primeiro modelo em escala regional foi construído a partir de pontos georreferenciados de ocorrência da espécie, obtidos da literatura e museus, e das variáveis climáticas, selecionadas no Maxent. Este modelo confirmou a distribuição conhecida para a espécie e serviu como máscara para a construção de cartas climáticas, topográficas e índices de vegetação com intuito de excluir deste banco de dados áreas com baixa probabilidade de ocorrência regional o que permitiu um refinamento na construção do modelo em escala local. A modelagem local utilizou pontos de ocorrência da espécie na área de estudo, e as variáveis ambientais recortadas da máscara do modelo em escala regional e indicou as áreas de uso para forrageamento e reprodução da espécie. A partir da modelagem local foram identificadas e delimitadas 6 áreas prioritárias para a conservação do galo-da-serra. Essas áreas foram selecionadas a partir das áreas de alta probabilidade de ocorrência da espécie e com distância de 5 km das áreas urbanas e rodovias, consideradas como as de menor pressão antrópica. O Galo-da-serra (Rupicola rupicola, Linnaeus 1766) é uma espécie endêmica de florestas com terrenos escarpados. No Amazonas ele ocorre próximo a capital Manaus, no município de Presidente Figueiredo, onde é considerado ave símbolo. Devido à combinação morfológica e comportamental, o galo-da-serra é muito capturado por traficantes de animais silvestres e sofre com a crescente urbanização e a visitação contínua em áreas de nidificação. Este estudo teve como objetivos estimar a probabilidade de ocupação, detecção, tamanho populacional e densidade da espécie Rupicola rupicola na APA Maroaga para fazer inferências sobre o status de conservação da espécie na área focal. Os resultados das variáveis que estão associadas com probabilidades de ocupação e de detecção não foram significativas para explicar o melhor modelo, mas de acordo com as observações em campo os galos-da-serra ocupam principalmente áreas de Campinarana, possuem baixa detecção (0 - 20%) mesmo quando se tem as variáveis favoráveis para sua detecção como condições de tempo e tipo de vegetação ou quando se está em áreas propícias para reprodução (detecção = 5,5%). A estimativa de tamanho populacional mínimo foi de 77.915 indivíduos com densidade de 354 ind./km2 não podendo ser a espécie incluída em nehuma categoria de ameaça reconhecida, porém é ressaltada a necessidade de monitoramento e manejo de áreas protegidas para que a mesma não se torne vulnerável devido à forte pressão de tráfico. Com os resultados obtidos será possível monitorar suas populações e estabelecer critérios para a conservação da espécie.