Destino e daímon na psicanálise

O objetivo desta pesquisa é contribuir para a investigação psicanalítica do Destino. Nesse intuito, acompanhamos os desdobramentos da noção na obra de dois psicanalistas - Sigmund Freud e Fabio Herrmann -, reunindo e retomando suas análises sobre o tema, além de nos arriscarmos a elaborá-las um pouc...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Guimarães, Luiz Moreno
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-13112018-150247
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-13112018-150247/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Daímon
Destino
Destiny
Fields Theory
Freudian metapsychology
Metapsicologia freudiana
Psicanálise
Psychoanalysis
Teoria dos campos
Descrição
Resumo:O objetivo desta pesquisa é contribuir para a investigação psicanalítica do Destino. Nesse intuito, acompanhamos os desdobramentos da noção na obra de dois psicanalistas - Sigmund Freud e Fabio Herrmann -, reunindo e retomando suas análises sobre o tema, além de nos arriscarmos a elaborá-las um pouco mais. O argumento se divide em duas partes: I. Versões do Destino em Freud; II. Destino na Teoria dos Campos. A Parte I começa com o exame do termo destino na leitura freudiana de Édipo Rei e do drama de destino presente na atmosfera de invenção da psicanálise (1897-1900). Em seguida, reconstrói o artigo que inaugura o Destino como problema clínico - \"A significação do pai no destino do indivíduo\", de Carl Gustav Jung (1909) - e termina detendo-se na metapsicologia do Destino, articulando as considerações freudianas sobre o assunto, que surgem a partir de 1920. A Parte II se inicia recuperando o espírito norteador da Teoria dos Campos: o resgate do horizonte vocacional da psicanálise. Passa, então, a comentar a definição de Destino que consta no livro Andaimes do real: psicanálise da crença (1998) e, por fim, inclina-se sobre a teoria dos três tempos, formulada por Herrmann (1991, 2001, 2015). O percurso demonstra que há duas concepções opostas de Destino na psicanálise: de um lado, a que nomeamos de Destino compulsivo (em Freud), de outro, de Destino dialogal (em Herrmann). E, na qualidade de proposta original da tese, há o convite para a apropriação do termo grego ?????? (daímon) como conceito metodológico: daímon é o operador da passagem do Destino compulsivo para o dialogal. Conclui-se que esse trânsito define o próprio processo analítico, reencontrado no interior de uma única palavra: Destino. A pesquisa se encerra com alguns estudos complementares, que desenvolvem ideias específicas derivadas das conclusões.