O morfema de gerúndio 'ndo' no Português Brasileiro: análise fonológica e sociolinguística

Neste artigo, tratamos do processo fonológico de apagamento do /d/ no morfema de gerúndio “ndo” em uma variedade do Português Brasileiro. Com base em análise acústica e perceptual, verificamos que, quando /d/ tem seus parâmetros acústicos alterados, os ouvintes percebem seu apagamento no morfema de...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Ferreira, Jesuelem Salviani [UNESP], Tenani, Luciani Ester [UNESP], Gonçalves, Sebastião Carlos Leite [UNESP]
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2012
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/122512
Acesso em linha:http://www.seer.ufu.br/index.php/letraseletras/article/view/25855
http://hdl.handle.net/11449/122512
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:gerúndio
fonética
fonologia
sociolingüística
português brasileiro
Descrição
Resumo:Neste artigo, tratamos do processo fonológico de apagamento do /d/ no morfema de gerúndio “ndo” em uma variedade do Português Brasileiro. Com base em análise acústica e perceptual, verificamos que, quando /d/ tem seus parâmetros acústicos alterados, os ouvintes percebem seu apagamento no morfema de gerúndio. Essa correlação, porém, não é categórica. A regra de apagamento do /d/ é variável e se aplica somente a formas de gerúndio. Esses fatos levam ao desafio de interpretar o processo ou como regra lexical ou como poslexical. Fundamentados nos pressupostos da Fonologia Lexical, defendemos que se trata de regra lexical. Na análise variacionista do fenômeno, analisamos 76 amostras de fala constituídas a partir do controle das variáveis sociais sexo/ gênero, idade e escolaridade. Constatamos que homens jovens e com poucos anos de escolaridade são os que mais aplicam o apagamento de /d/ nas formas de gerúndio, o que nos permite concluir, com base em hipóteses clássicas da atuação de variáveis sociais, que tal fenômeno é estigmatizado na comunidade de fala estudada.