Pertencimento e sentido de vida: os impactos da busca do filho adotivo pela sua origem

A constituição familiar pela via adotiva possui uma trajetória particular e única, porque é preciso integrar três pontos de encontro: o filho, a origem biológica e os pais adotivos. Desta forma, o desenvolvimento do vínculo afetivo é exigente e delicado. Os filhos adotivos muitas vezes apresentam di...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Agostinho, Flavia Caroline Nunes
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-04092025-094536
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-04092025-094536/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Adoção
Adoptee
Adoption
Belonging
Biological origin
Filho adotivo
Logoterapia
Logotherapy
Origem biológica
Pertencimento
Descrição
Resumo:A constituição familiar pela via adotiva possui uma trajetória particular e única, porque é preciso integrar três pontos de encontro: o filho, a origem biológica e os pais adotivos. Desta forma, o desenvolvimento do vínculo afetivo é exigente e delicado. Os filhos adotivos muitas vezes apresentam dificuldades em integrar a adoção em sua trajetória devido aos conflitos advindos das experiências enquanto adotivos, seja no círculo familiar, social ou no âmbito individual. Sentimentos negativos a respeito da adoção ou a falta de pertencimento podem ser reflexos da incompreensão da sua constituição adotiva, podendo afetar a percepção de si mesmo e sua relação com o mundo. Diante desse contexto, na tentativa de enfrentar a própria história para construir uma trajetória coerente e com sentido, busca-se por mais informações sobre a família biológica para preencher as lacunas existentes. Desta maneira, com objetivo de compreender se a busca pela origem biológica influencia o senso de pertencimento e sentido de vida do filho adotivo adulto, foi realizada uma pesquisa de origem qualitativa com três participantes, que se encaixaram obrigatoriamente em um determinado contexto: o primeiro apresentou o desejo de saber mais sobre a sua origem; o segundo buscou a sua família biológica, independentemente de tê-la encontrado; e o terceiro escolheu não saber mais informações sobre a sua história. Os dados foram coletados por meio de entrevista semiestruturada, do Questionário de Sentido de Vida e da Escala de Necessidade de Pertencimento. A análise das informações foi realizada com base na análise fenomenológica interpretativa e a discussão teve como fundamento a teoria logoterapêutica. Diante da análise e discussão dos resultados, pode-se constatar que a busca pela origem biológica proporcionou um maior senso de pertencimento e sentido de vida nos filhos adotivos, em decorrência da integração da própria história. Entretanto, a ausência da busca pela família biológica não implicou na falta de pertencimento ou sentido de vida, embora tais temáticas possam se apresentar permeadas por dúvidas ou em processo de elaboração.