Loucura e ancoragem na imprensa brasileira: estudo em representação social
A Reforma Psiquiátrica Brasileira visou introduzir novas formas de pensar a loucura, trazendo outros sentidos sobre a saúde mental, no entanto observa-se nas comunicações cotidianas o uso das expressões louco e loucura para adjetivar acontecimentos sociais ou comportamentos diferentes. Este estudo t...
| Autores: | , |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Paidéia (Ribeirão Preto. Online) |
| Idioma: | inglés |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/204109 |
| Acceso en línea: | https://www.revistas.usp.br/paideia/article/view/204109 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Loucura Jornais Representação social Locura Periódicos Representación social Madness Newspapers Social representation |
| Sumario: | A Reforma Psiquiátrica Brasileira visou introduzir novas formas de pensar a loucura, trazendo outros sentidos sobre a saúde mental, no entanto observa-se nas comunicações cotidianas o uso das expressões louco e loucura para adjetivar acontecimentos sociais ou comportamentos diferentes. Este estudo teve como objetivo investigar os principais conteúdos e crenças que ancoram as representações sociais da loucura em um jornal impresso. Realizou-se uma Análise de Conteúdo Temática com 846 matérias do jornal Folha de São Paulo dos anos de 1978 e 2018. Construíram-se sete categorias que ancoram a ideia de loucura: Excêntrico, Imprevisível, Intenso, Irracional, Violento, Subversivo e Transgressor. As matérias reforçam o estigma da loucura como algo divergente, estranho. A construção de uma ancoragem inversa fundamenta as representações da loucura demarcando o distanciamento entre os “normais” e os “loucos”. Concluiu-se que a loucura ainda é compreendida a partir da desvalorização e desmerecimento social, acarretando em práticas de exclusão. |
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