"I WANT TO WEAR IT, DADDY!": : What about when the family presents the boy with a wonder woman dress?

Há alguns anos tem ocorrido uma intensificação de um movimento antigênero que questiona o debate sobre gênero e sexualidade, especialmente, nas infâncias, buscando proibir essas discussões fora do âmbito familiar. Mas, e quando a família transgride as normatizações de gênero? Pensando nisso, analisa...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Passos, Vinicius Mascarenhas dos, de Souza, Marcos Lopes, Barros, Diego Matos Araújo
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2024
País:Brasil
Recursos:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositório:Periferia
Idioma:português
OAI Identifier:oai:ojs.www.e-publicacoes.uerj.br:article/83232
Acesso em linha:https://www.e-publicacoes.uerj.br/periferia/article/view/83232
Access Level:Acceso aberto
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masculinidade
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“EU QUERO USAR, PAPAI!”: : E quando a família presenteia o garoto com um vestido da Mulher Maravilha?
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description Há alguns anos tem ocorrido uma intensificação de um movimento antigênero que questiona o debate sobre gênero e sexualidade, especialmente, nas infâncias, buscando proibir essas discussões fora do âmbito familiar. Mas, e quando a família transgride as normatizações de gênero? Pensando nisso, analisamos um artefato cultural que repercutiu nas redes sociais, em 2023, ao mostrar um garoto, de quatro anos, muito feliz em usar um vestido da Mulher Maravilha, presenteado pelo pai e pela mãe. O vídeo tem duração de, aproximadamente, 50 segundos, foi publicado em várias páginas do Instagram. Assim sendo, neste trabalho, analisamos as repercussões deste vídeo que mostra o pai e a mãe presenteando o filho com um vestido da Mulher Maravilha. Elencamos como questões norteadoras: Que processos educativos sobre gênero e sexualidade são ensinados pelo artefato cultural? Como são lidas as famílias que questionam a fixidez e binariedade de gênero e reivindicam o desejo de suas(seus) filhas(os)? O discurso da infância como inocência e de que a família estaria induzindo o filho, ao presenteá-lo com uma roupa lida como feminina, esteve presente em vários comentários. Este discurso pauta-se no pensamento cisheteronormativo, no qual, neste caso, entende-se que a família deveria educar para reiterar as masculinidades cisgêneras e não contestá-las. Por subverter as normas, em vários comentários, a família é rechaçada, inclusive pondo em xeque a heterossexualidade do pai. Por outro lado, em outros comentários, há enunciados valorizando a atitude da família em reconhecer o desejo do filho e em não puni-lo ou corrigi-lo.
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O vídeo tem duração de, aproximadamente, 50 segundos, foi publicado em várias páginas do Instagram. Assim sendo, neste trabalho, analisamos as repercussões deste vídeo que mostra o pai e a mãe presenteando o filho com um vestido da Mulher Maravilha. Elencamos como questões norteadoras: Que processos educativos sobre gênero e sexualidade são ensinados pelo artefato cultural? Como são lidas as famílias que questionam a fixidez e binariedade de gênero e reivindicam o desejo de suas(seus) filhas(os)? O discurso da infância como inocência e de que a família estaria induzindo o filho, ao presenteá-lo com uma roupa lida como feminina, esteve presente em vários comentários. Este discurso pauta-se no pensamento cisheteronormativo, no qual, neste caso, entende-se que a família deveria educar para reiterar as masculinidades cisgêneras e não contestá-las. Por subverter as normas, em vários comentários, a família é rechaçada, inclusive pondo em xeque a heterossexualidade do pai. Por outro lado, em outros comentários, há enunciados valorizando a atitude da família em reconhecer o desejo do filho e em não puni-lo ou corrigi-lo.For some years now, there has been an intensification of an anti-gender movement that questions the debate on gender and sexuality, especially in childhood, seeking to prohibit these discussions outside the family environment. But what about when the family transgresses gender norms? With this in mind, we analyzed a cultural artifact that resonated on social media in 2023, showing a four-year-old boy very happy for be wearing a Wonder Woman dress given to him by his mother and father. The video lasts approximately 50 seconds and was posted on several Instagram pages. In this paper, we analyze the repercussions of this video, which shows a father and mother giving their son a Wonder Woman dress. Our guiding questions are: What educational processes about gender and sexuality are taught by the cultural artifact? How are families who question the fixity and binarity of gender and claim the desire of their daughters being read? The discourse of childhood as innocence and that the family would be inducing the child by giving him/her a garment perceived as feminine was present in several comments. This discourse is based on cisheteronormative thinking, in which, in this case, it is understood that the family should educate to reiterate cisgender masculinities and not challenge them. For subverting the norms, in several comments, the family is rejected, even calling into question the father's heterosexuality. On the other hand, in other comments, there are statements valuing the family's attitude in recognizing their son's desire and not punishing or correcting him.Desde hace algunos años, se ha intensificado un movimiento antigénero que cuestiona el debate sobre el género y la sexualidad, especialmente en la infancia, tratando de prohibir estas discusiones fuera del entorno familiar. Pero, ¿qué ocurre cuando la familia transgrede las normas de género? Con esto en mente, analizamos un artefacto cultural que resonó en las redes sociales en 2023, que muestra a un niño de cuatro años muy feliz de llevar un vestido de Mujer Maravilla que le regalaron su madre y su padre. El vídeo dura aproximadamente 50 segundos y fue publicado en varias páginas de Instagram. En este trabajo analizamos las repercusiones de este vídeo, que muestra a un padre y una madre regalando a su hijo un vestido de Mujer Maravilla. Nuestras preguntas guía son: ¿Qué procesos educativos sobre género y sexualidad enseña este artefacto cultural? ¿Cómo se lee a las familias que cuestionan la fijeza y binaridad del género y reivindican los deseos de sus hijas? El discurso de la infancia como inocencia y de que la familia estaría induciendo a su hijo al darle una prenda percibida como femenina estuvo presente en varios comentarios. Este discurso se basa en el pensamiento cisheteronormativo, en el que, en este caso, se entiende que la familia debe educar para reiterar las masculinidades cisgénero y no desafiarlas. Por subvertir las normas, en varios comentarios, se rechaza a la familia, incluso poniendo en duda la heterosexualidad del padre. Por otro lado, en otros comentarios, hay afirmaciones que valoran la actitud de la familia al reconocer el deseo de su hijo y no castigarlo ni corregirlo.Universidade do Estado do Rio de Janeiro2024-08-30info:eu-repo/semantics/articleinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionapplication/pdfhttps://www.e-publicacoes.uerj.br/periferia/article/view/8323210.12957/periferia.2024.83232Periferia; v. 16 n. 1 (2024): Periferia; e832321984-9540reponame:Periferiainstname:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)instacron:UERJporhttps://www.e-publicacoes.uerj.br/periferia/article/view/83232/51101Copyright (c) 2024 Periferiainfo:eu-repo/semantics/openAccessPassos, Vinicius Mascarenhas dosde Souza, Marcos LopesBarros, Diego Matos Araújo2025-01-31T17:33:31Zoai:ojs.www.e-publicacoes.uerj.br:article/83232Revistahttp://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/periferiaPUBhttp://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/periferia/oaiperiferiauerj@gmail.com | ppeuerj@eduerj.uerj.br1984-95401984-9540opendoar:2025-01-31T17:33:31Periferia - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)false
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