“Estratigrafia do abandono”: o caso do Museu da Cidade do Rio Grande – MCRG no extremo sul do Rio Grande do Sul, Brasil.

De modo geral, coleções arqueológicas formadas a partir de coletas fortuitas e assistemáticas, que se encontram em instituições de guarda e pesquisa, como é o caso dos museus e universidades, não são alvo de preocupações científicas e de interesse social. Essa situação tem sido evidenciada por reali...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Costa, Matheus Pereira da, Ribeiro, Diego Lemos
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/6886
Acesso em linha:http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/6886
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Coleções Arqueológicas
Patrimônio Arqueológico
Musealização da Arqueologia
Archaeological Collections
Archaeological Heritage
Musealization of Archeology
Descrição
Resumo:De modo geral, coleções arqueológicas formadas a partir de coletas fortuitas e assistemáticas, que se encontram em instituições de guarda e pesquisa, como é o caso dos museus e universidades, não são alvo de preocupações científicas e de interesse social. Essa situação tem sido evidenciada por realidades institucionais marcadas por processos de isolamento e abandono dessas coleções, culminando no apagamento de memórias referentes ao passado indígena. O isolamento programático das fontes arqueológicas pré-coloniais tem sido observado no extremo sul do Rio Grande do Sul, a partir das relações que se estabelecem com as coleções arqueológicas do Museu da Cidade do Rio Grande (MCRG). A partir da exposição de “pré-história da região sul”, propõe-se entender como a coleção arqueológica foi formada e quais são os discursos e narrativas construídos pela instituição referente ao passado pré-colonial da região. Com base nisso, sustentamos a possibilidade de retomar os estudos sobre conjuntos de objetos descontextualizados, como estratégia de reavivamento dessas coleções nos cenários museológicos e patrimoniais.