Relações Água-Rocha e a Hidrogeoquímica do Cromo na Água Subterrânea de Poços de Monitoramento Multiníveis de Urânia, SP, Brasil

Teores anômalos e naturais de cromo ocorrem nas águas subterrâneas do Aquífero Adamantina no município de Urânia (SP) e em uma ampla região do oeste do Estado de São Paulo, algumas vezes ultrapassando o limite de potabilidade (0,05 mg.L-1). Visando identificar as possíveis reações geoquímicas que ju...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Bertolo, Reginaldo Antonio, Marcolan, Leonardo Nobuo Oshima, Bourotte, Christine Laure Marie
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Geologia USP. Série Científica (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/27463
Acesso em linha:https://revistas.usp.br/guspsc/article/view/27463
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Cromo
Hidrogeoquímica
Água subterrânea
Aquífero
Chromium
Hydrogeochemistry
Groundwater
Aquifer
Descrição
Resumo:Teores anômalos e naturais de cromo ocorrem nas águas subterrâneas do Aquífero Adamantina no município de Urânia (SP) e em uma ampla região do oeste do Estado de São Paulo, algumas vezes ultrapassando o limite de potabilidade (0,05 mg.L-1). Visando identificar as possíveis reações geoquímicas que justificam a ocorrência do cromo na água subterrânea em Urânia, foram realizadas perfurações com coleta de amostras contínuas de rocha para a condução de análises mineralógicas e químicas, construídos poços de monitoramento multiníveis e realizadas coletas e análises de amostras estratificadas de água subterrânea. Análises das amostras de testemunhos de sondagem indicaram a ocorrência de uma anomalia geoquímica de cromo (concentrações médias de 221 ppm), sendo o diopsídio cromífero provavelmente o mineral geoquimicamente mais reativo que contribui para esta anomalia, apresentando concentrações de cromo de 1.000 a 6.000 ppm. As análises químicas de amostras de água coletadas dos poços de monitoramento indicaram uma estratificação hidroquímica do aquífero: águas na base do aquífero apresentam pH anomalamente alcalino (superior a 10), enquanto águas mais rasas possuem pH neutro a ligeiramente ácido. O cromo ocorre predominantemente na forma hexavalente e alcança concentrações máximas de 0,13 mg.L-1. As reações geoquímicas que explicam a passagem do cromo da fase sólida para a água provavelmente envolvem a dissolução de minerais contendo Cr3+ (diopsídios), seguida de uma reação redox que oxida o Cr3+ para o Cr6+, provavelmente relacionada com a redução de óxidos de manganês presentes no aquífero. Adicionalmente, devem também ocorrer reações de adsorção, sendo que os ambientes de pH elevados favorecem a dessorção e mobilização do Cr6+ para a água