Análise da resposta espectral da vegetação da Área de Proteção Ambiental (APA) do Ibirapuitã em imagens do sensor EOS/MODIS associadas ao solo e aos elementos do clima

O conhecimento da fenologia é baseado nas observações de períodos de desenvolvimento da planta. Mudanças intra e interanuais na temperatura e precipitação podem influenciar diretamente as diferentes fases da fenologia, assim como as condições de umidade dos diferentes tipos de solo ao qual a vegetaç...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Trentin, Carline Biaosoli
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/32676
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/32676
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Sensoriamento remoto
Climatologia
Vegetação campestre
Spectral analysis
Climate variables
Grassland
Descrição
Resumo:O conhecimento da fenologia é baseado nas observações de períodos de desenvolvimento da planta. Mudanças intra e interanuais na temperatura e precipitação podem influenciar diretamente as diferentes fases da fenologia, assim como as condições de umidade dos diferentes tipos de solo ao qual a vegetação está associada. O sensoriamento remoto é uma ferramenta que torna possível a aquisição de informações para análise espacial e temporal da vegetação. Este trabalho apresenta um estudo sobre as variações da resposta espectral da vegetação campestre natural na Área de Proteção Ambiental (APA) do Ibirapuitã, localizada no bioma Pampa, avaliando suas relações com os elementos do clima. Para isso, a metodologia compreendeu a coleta de dados climáticos de temperatura média do ar e precipitação pluvial; dados orbitais a partir de imagens de média resolução espacial do sensor MODIS para o período de 2000 a 2009, com posterior estimativa da correlação estatística entre estes dados. Além disso, utilizou-se o produto SRTM para auxiliar definição da grade amostral, em função da altimetria e solo. Os resultados mostraram os períodos de crescimento/desenvolvimento da vegetação campestre natural associados às estações do ano, com um período de crescimento nas estações quentes, diminuição da reflectância na região espectral do visível e aumento da reflectância no infravermelho próximo. Observou-se também, um período de senescência na estação fria do ano, onde o comportamento espectral da vegetação apresenta um aumento da reflectância na região espectral do visível e diminuição da reflectância no infravermelho próximo. As diferenças na reflectância da vegetação para cada tipo de solo foi observada para solos mais profundos, capazes de armazenar mais água. De maneira geral, verificou-se que a resposta espectral da vegetação campestre apresentou relação com as variações de temperatura média do ar e precipitação na região, respondendo às variáveis meteorológicas com um atraso aproximado de dezesseis (16) dias. Verificou-se assim que dados MODIS do infravermelho próximo, são adequados para monitorar o início da estação de máximo crescimento da vegetação campestre natural da APA do Ibirapuitã que se inicia na primavera. Este período está relacionado com a temperatura média do ar.