A atividade artesanal com fibra de bananeira em Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira (SP).
O presente estudo trata da descrição e análise da atividade artesanal com fibra de bananeira praticada pelas comunidades quilombolas de Ivaporunduva, André Lopes e Sapatu, município de Eldorado, região do Vale do Ribeira, tendo como referencial teórico o conceito de ecodesenvolvimento proposto por S...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2005 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-23062005-152823 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/91/91131/tde-23062005-152823/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | artesanato banana plant fibre fibra de bananeira Quilombos comunidades quilombos-comunities renda familiar residues agricultural resíduos agrícolas Ribeira Valley supplement family Vale do Ribeira workmanship |
| Sumario: | O presente estudo trata da descrição e análise da atividade artesanal com fibra de bananeira praticada pelas comunidades quilombolas de Ivaporunduva, André Lopes e Sapatu, município de Eldorado, região do Vale do Ribeira, tendo como referencial teórico o conceito de ecodesenvolvimento proposto por Sachs (1980). A atividade artesanal com fibra de bananeira foi iniciada no ano de 1997, através de um projeto de pesquisa executado pela Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (ESALQ) - Universidade São Paulo (USP): "Projeto de Aproveitamento de Resíduos da Agroindústria da Banana no Vale do Ribeira, SP" cujo objetivo consistia em realizar estudos que resultassem em alternativas economicamente viáveis para o aproveitamento dos resíduos da bananicultura na região. Desde de então, a atividade artesanal com fibra de bananeira vêm sendo praticada por integrantes das comunidades referidas. Para coletas de dados foram utilizadas técnicas comumente trabalhadas pelas nas ciências sociais como: observação participante, entrevistas informais não-estruturadas e semi-estruturadas com os artesãos envolvidos e com representantes de Instituições governamentais e não governamentais atuantes no processo. Verificou-se neste trabalho a contribuição da atividade artesanal na valorização da mulher, a compatibilidade da tecnologia repassada com os contextos social e ambiental locais, o aproveitamento dos recursos locais disponíveis e o papel dessa atividade na economia familiar. Analisando o processo de geração, adoção e disseminação da atividade artesanal com fibra de bananeira e seus resultados nas comunidades conclui-se que esta atividade: (1) representa hoje um significativo complemento na renda familiar dos artesãos que a praticam; (2) é praticada em conformidade com a organização sócio-cultural local, (3) não gera impacto ambiental negativo e (4) dispõe, em quantidade significativa, da matéria prima necessária para realização da atividade. Portanto, sua prática é compatível com os preceitos do ecodensenvolvimento. |
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