Desdobramentos do desenvolvimento do turismo na configuração espacial de Pirenópolis-GO
A cidade foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1989 como conjunto arquitetônico, urbanístico, paisagístico e histórico e, a partir desse momento, passou a receber investimentos do poder público, em parceria com instituições privadas, para impulsionar o turismo na...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Viçosa (UFV) |
| Repositorio: | LOCUS Repositório Institucional da UFV |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:locus.ufv.br:123456789/26941 |
| Acceso en línea: | https://locus.ufv.br//handle/123456789/26941 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Turismo - Pirenópolis (GO) Gentrificação Administração Pública |
| Sumario: | A cidade foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1989 como conjunto arquitetônico, urbanístico, paisagístico e histórico e, a partir desse momento, passou a receber investimentos do poder público, em parceria com instituições privadas, para impulsionar o turismo na região. Para compreensão do contexto atual do município, considerou-se o recorte temporal de 1989 a 2018 e o recorte territorial de análise do Centro Histórico e entorno, uma vez que nesses espaços, o desenvolvimento turístico provocou grandes mudanças na reconfiguração do espaço, assim como a reorganização social devido à valorização do espaço para comercialização do turismo, baseado na essência capitalista. Os procedimentos metodológicos dessa pesquisa foram de abordagem essencialmente qualitativa, classificados como exploratória e descritiva. A coleta de dados ocorreu por meio das pesquisas bibliográfica e documental, entrevistas com roteiro semiestruturado e observação não participante, sendo empregada a técnica da análise de conteúdo. As entrevistas foram aplicadas a cinco tipos de agentes diferentes, sendo: Iphan, poder público municipal, empresários, população local e turistas. Dentre as limitações, destacam-se a dificuldade ao acesso aos documentos solicitados parte do poder público e a negativa de entrevista do Iphan. Historicamente, o espaço urbano de Pirenópolis foi produzido por meio de quatro ciclos, sendo o Ciclo do Ouro; da Agricultura e do Comércio; da Arte e da Pedra e o do Turismo. Nesse contexto, por meio das entrevistas, identificou-se como a forma de resgate às tradições históricas relacionadas ao espaço urbano possui significação identitária para a população pirenopolina, o que caracteriza um dos desdobramentos do processo analisado. Dentre as politics (processos políticos que envolvem o turismo e a transformação do espaço), as diretrizes legais e da urbanização turística destacam-se pela dificuldade de regulamentação e pela falta de fiscalização por parte do poder público. A pesquisa de campo possibilitou a compreensão dos desdobramentos que se configuram no caráter relacional da produção do espaço, envolvendo questões de ordem concreta e simbólica do indivíduo com o próprio espaço onde vivencia. Dentre as modificações causadas pelo espaço-tempo na produção do cenário para o turista, houve processos de gentrificação no Centro Histórico, reconfigurando o espaço e transformando o entorno com a construção de condomínios privados, assim como o afastamento da sociedade para áreas rurais devido à valorização imobiliária. Foi identificado que as ênfases do desenvolvimento econômico sobrepõem as relações sociais, culturais, histórica e ambientais no processo de urbanização turística devido à essência capitalista, reflexo do processo político do desenvolvimento geográfico desigual da produção do espaço que se configura na relação socioespacial. Observa-se a inexistência de governança e de cooperação público-privado-sociedade entre os atores que deveriam participar desse processo. Essa falta de interação pode acabar prejudicando os processos e a elaboração de políticas públicas de planejamento urbano e da atividade turística, assim como as ações de promoção e apoio à comercialização de forma integrada. |
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