Imagens caladas, imagens que ressoam: os arquivos da ditadura civil-militar e o cinema documental brasileiro contemporâneo.
Ao longo de sua vigência, a ditadura civil-militar brasileira (1964-1985) produziu milhões de documentos de vigilância que, mesmo após seu fim, permaneceram arquivados como secretos. Em 2011, seriam promulgadas as Leis nº 12.527, Lei de Acesso à Informação, e a Lei 12.528, que cria a Comissão da Ver...
| Author: | |
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| Format: | master thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2024 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repository: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-31032025-135400 |
| Online Access: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27161/tde-31032025-135400/ |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Access to Information Law Archives Arquivos Brazilian Cinema Cinema Brasileiro Comissão da Verdade Dictatorship Ditadura Documentário Documentary Identification Portraits Lei de Acesso à Informação Pastor Cláudio Retratos de Identificação Truth Commission |
| Summary: | Ao longo de sua vigência, a ditadura civil-militar brasileira (1964-1985) produziu milhões de documentos de vigilância que, mesmo após seu fim, permaneceram arquivados como secretos. Em 2011, seriam promulgadas as Leis nº 12.527, Lei de Acesso à Informação, e a Lei 12.528, que cria a Comissão da Verdade (CNV). Ambas serviram como marco para que a população civil pudesse ter acesso aos arquivos da ditadura. A partir desse ano, o audiovisual documental brasileiro vai aos arquivos, incorporando-os às tessituras narrativas de uma coleção de filmes. Tendo como eixo central as obras Retratos de Identificação (Anita Leandro, 2014) e Pastor Cláudio (Beth Formaggini, 2017), a pesquisa visa olhar para a incorporação dos arquivos da ditadura no audiovisual documental contemporâneo, buscando responder: como pode o cinema retomar documentos produzidos por regimes autoritários, remontá-los ou desmontá-los? Olhando para os arquivos produzidos na ditadura e para seu uso no corpus fílmico, com amparo de autores como Ariella Aisha Azoulay, Michel Foucault e Jacques Derrida entre outros, pretende-se pensar na fenomenologia dos documentos e nas possibilidades do cinema de ressignificá-los (ou não) como monumentos por meio de montagem, mise-en-scène e articulação narrativa. Para tal, há um exercício constante de analisar os filmes em close-reading, sem jamais ignorar seu contexto de realização. Pensar sobre tais questões nos convida a refletir sobre a incorporação de imagens de violência como uma marca estrutural do cinema brasileiro e o apagamento estatal de arquivos como revelador de como opera a memória em nosso país. |
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