A filosofia como ascese de si no pensamento de Michel Foucault e Pierre Hadot

Esta dissertação pretende mostrar como a noção de ascese, presente nos exercícios espirituais de Pierre Hadot, contribui para o esclarecimento das modificações realizadas na pesquisa foucaultiana a respeito da vida. A temática em torno da vida está presente em todo o percurso do projeto arqueo-genea...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Luciano Gomes da
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/23174
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/23174
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ascese
Autoformação
Educação
Estética da existência
Ascèse
Auto-formation
Education
Esthétique de l’éxistence
CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
Descripción
Sumario:Esta dissertação pretende mostrar como a noção de ascese, presente nos exercícios espirituais de Pierre Hadot, contribui para o esclarecimento das modificações realizadas na pesquisa foucaultiana a respeito da vida. A temática em torno da vida está presente em todo o percurso do projeto arqueo-genealógico de Michel Foucault e revela o eixo da articulação entre os seus estudos sobre o dispositivo biopolítico e as formas de governamentalidade. Tais estudos, embora metodologicamente distintos, não são desvios que revelam uma mudança de interesse pelas questões políticas, mas sim o quanto tais abordagens precisam ser articuladas com os debates suscitados pelos problemas éticos. Sendo assim, as investigações sobre o conjunto das práticas antigas em torno das relações que o sujeito mantém com a verdade, que são assuntos presentes em seus últimos trabalhos, ao invés de obscurecerem ou diminuírem o debate sobre o exercício do poder em nossas sociedades, demonstram a via pela qual podemos a ele resistir e transformar os seus efeitos deletérios: a saber, a via do sujeito ativo. Ele é o real agente de transformação, não pela violência, e sim através do esclarecimento e da autoformação, dessas realidades produzidas por um determinado modo de exercício do poder. Essa noção de sujeito ativo busca contribuir para que, em nossas sociedades, a vida não seja considerada como um objeto de consumo ou um fardo a ser levado. Ela pode ser considerada de forma cada vez mais criativa, tornando os indivíduos capazes de dar estilo a sua própria existência. A educação é tratada, aqui, como um modo de se compreender e de viver uma nova concepção de ascese.