Caracterização dos estuários dos Rios Sorojó e Maraú, Baía de Camamu: relação entre a distribuição de foraminíferos recentes e os parâmetros físico-químicos e sedimentológicos

O presente trabalho teve como objetivo caracterizar os estuários Sorojó e Maraú (Baía de Camamu, Bahia) a partir da relação entre a distribuição de foraminíferos recentes e os parâmetros físico-químicos e sedimentológicos. Foram coletadas amostras de sedimento superficial de fundo nos meses de abril...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Rocha, Ruth Souza dos Santos
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/22504
Acesso em linha:http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/22504
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Ambiental, Hidrogeologia e Recursos Hídricos
Foraminíferos
Bentônicos
Baía de Camamu
Sorojó
Maraú
Estuários
Descrição
Resumo:O presente trabalho teve como objetivo caracterizar os estuários Sorojó e Maraú (Baía de Camamu, Bahia) a partir da relação entre a distribuição de foraminíferos recentes e os parâmetros físico-químicos e sedimentológicos. Foram coletadas amostras de sedimento superficial de fundo nos meses de abril (estação chuvosa) e outubro (estação seca) de 2013, utilizando-se um buscador do tipo Van Veen. No momento da coleta, foram aferidos os parâmetros físico-químicos, com o auxílio de uma sonda multiparamétrica. As amostras foram acondicionadas em potes plásticos com tampa, sendo a elas adicionado o corante rosa de bengala para identificação dos indivíduos vivos no momento da coleta, e mantidas refrigeradas até o seu processamento. Foram identificados 1570 espécimes, (313 na estação chuvosa e 1257 espécimes na estação seca) do estuário Sorojó, onde as espécies principais que compuseram a fauna das estações chuvosa e seca foram: Ammonia beccarii (53,99%) e Bolivina dottiana (7,03%); Cribroelphidium poeyanum (21,96%), Ammonia beccarii (21,16%), Nonionoides grateloupii (5,97%), Cibicides spB (5,81%). A fração granulométrica areia fina, predominou em ambas as estações sugerindo condições de baixa energia hidrodinâmica, observando-se o domínio de formas hialinas recentes (testas brancas), seguidas por testas que foram exumadas (espécies coloridas e/ou desgastadas), impregnadas por matéria orgânica e/ou grânulos de pirita, sendo a maioria típica de ambiente marinho que adentram o canal estuarino provavelmente por suspensão pelas corrente de maré. No estuário Maraú, foram identificados 431 espécimes de foraminíferos (68 na estação chuvosa e 363 na estação seca), onde as espécies principais que compuseram a fauna das estações chuvosa e seca foram: Quinqueloculina lamarckiana (39,71%), Ammonia beccarii (16,18%) e Amphistegina lessonii (7,35%), enquanto, que Ammonia beccarii (44,35%), Cribroelphidium poeyanum (8,26%), Trochamina inflata (6,61%) e Bolivina translucens (5,23%). Areia fina foi a fração mais abundante na estação chuvosa, predominando em 50% das amostras, principalmente nas estações à jusante. Na estação seca, as frações finas predominaram na maioria dos pontos, no entanto, houve o domínio de areia grossa nas estações à montante. Em ambas as estações (chuvosa e seca), dos respectivos estuários (Sorojó e Maraú), não houve variações sazonais significativas de nenhum dos parâmetros analisados, mas o aumento da pluviosidade resultou no acréscimo da energia hidrodinâmica, temperatura, teor de oxigênio dissolvido e Eh durante a estação chuvosa, restringindo os foraminíferos aos locais de sedimento fino. Já no período seco, as correntes marinhas ocasionaram o aumento dos valores de salinidade, carbonato e pH e também o transporte de Nonionoides grateloupii e Cibicides sp (Sorojó) e Nonionoides grateloupii, Quinqueloculina lamarckiana e Quinqueloculina polygona (Maraú) para dentro dos estuários, mas a redução da energia hidrodinâmica e o estabelecimento de um ambiente redutor favoreceram a instalação das espécies oportunistas Ammonia beccarii e Cribroelphidium poeyanum.