Perfil epidemiológico da leishmaniose cutânea em uma região endêmica do Estado do Rio de Janeiro, Brasil

Este estudo teve como objetivo conhecer a dinâmica e o perfil da Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) em uma área de colonização antiga do Estado do Rio de Janeiro. As secretarias de saúde dos municípios da Região Centro-Sul que notificaram casos ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Bustamante, Maria Cristina Fortes Santos de, Pereira, Maria Júlia Salim, Schubach, Armando de Oliveira, Fonseca, Adevair Henrique da
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Recursos:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:inglés
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/38994
Acesso em linha:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/38994
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Leishmaniose tegumentar americana
Leishmania (Viannia) braziliensis
Zoonoses
Epidemiologia
American cutaneous Leishmaniasis
Zoonotic diseases
Epidemiology
Descrição
Resumo:Este estudo teve como objetivo conhecer a dinâmica e o perfil da Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) em uma área de colonização antiga do Estado do Rio de Janeiro. As secretarias de saúde dos municípios da Região Centro-Sul que notificaram casos ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde entre os anos de 1997 e 2002 foram contactadas para obtenção dos dados. Do total de 119 casos registrados, 51 pacientes foram visitados para realização de entrevista e observação do ambiente. A LTA exibiu perfil semelhante ao de outras cidades brasileiras, acometendo indivíduos de ambos os sexos, de todas as faixas etárias e diversas categorias ocupacionais, principalmente estudantes. A realização de atividades de risco foi relatada por 56,9% dos entrevistados e 84,3% não se deslocaram do município de residência. No ambiente circundante havia, frequentemente, cursos d'água, galinheiros, bambuzais e diversas frutíferas, entre elas: bananeiras e mangueiras. A maioria dos entrevistados não observou mudanças ambientais anteriormente ao adoecimento. Animais domésticos estiveram presentes em todos os domicílios, mas apenas cães evidenciaram lesões sugestivas da doença em ocasiões diversas, raramente antecedendo ou coincidindo com casos humanos. A possibilidade de existirem ciclos de transmissão distintos, um canino e outro, humano, foi discutida.