Correlação geoquímica de tonsteins e bentonitas do Permiano da Bacia do Paraná com eventos vulcânicos da Cordilheira Andina

Novas idades obtidas com zircões extraídos de camadas de bentonitas e de tonsteins no SW do Rio Grande do Sul e de amostras de rocha da provável área fonte (o cinturão vulcânico Choiyoi do Paleozóico Superior, W-NW da Argentina) abriu a possibilidade de uma investigação detalhada no campo da correla...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autores: DANI, Norberto, FORMOSO, Milton Luiz Lanquitini, ALBARNAZ, Luiz Delfino, REMUS, Marcus Vinícius Dorneles, SIMAS, Margarete Wagner, LISBOA, Nelson A., RASERA, Luiz Gustavo, TEIXEIRA, Gabriel Kolbe, DANI, Ana Paula de Oliveira, SOUZA, Thamy Lara de
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2011
País:Brasil
Recursos:Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM)
Repositório:Repositório Institucional de Geociências - RIGEO
Idioma:português
OAI Identifier:oai:rigeo.sgb.gov.br:doc/1024
Acesso em linha:https://rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/1024
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:GEOQUÍMICA
VULCANISMO
ROCHAS VULCÂNICAS
TONSTEINS
BENTONITAS
PERMIANO
BACIA DO PARANÁ
Descrição
Resumo:Novas idades obtidas com zircões extraídos de camadas de bentonitas e de tonsteins no SW do Rio Grande do Sul e de amostras de rocha da provável área fonte (o cinturão vulcânico Choiyoi do Paleozóico Superior, W-NW da Argentina) abriu a possibilidade de uma investigação detalhada no campo da correlação geoquímica e da proveniência. As camadas de argilitos são o produto da deposição de tefras durante o Permiano, inseridas em sequencias de rochas sedimentares da Bacia do Paraná, particularmente nas formações Rio do Rasto e Rio Bonito, que posteriormente foram transformadas em caolinita (tonsteins) ou Ca-montmorilonita (bentonita). Os tonsteins formam camadas pouco espessas dentro da sequencia de carvões da Formação Rio Bonito e estão geneticamente relacionados com a alteração de cinzas vulcânicas em condições parálicas (baixo nível de oxidação e pH ácido) favorável para a mobilidade química dos elementos. Em contraste, as cinzas vulcânicas que evoluíram para bentonitas foram depositadas em ambiente árido (baixa taxa de|intemperismo químico e pH básico a neutro) com condições favoráveis para preservar a composição original da cinza. Utilizando os elementos químicos com baixa mobilidade no ambiente de alteração|superficial e em processos diagenéticos (ETR, Ti, Nb, Th e especialmente Zr) observa-se uma relação de similaridade entre os argilitos e as rochas vulcânicas de mesma idade do vulcanismo Choiyoi, reforçando as evidencias da origem vulcânica da bentonita e dos tonsteins. A integração dos dados permite reforçar as afinidades entre rochas que hoje se encontram separadas por mais de mil quilômetros cogitando-se na existência de duas erupções vulcânicas do tipo “gigantes” no sudoeste do Gondwana durante o Permiano Superior. Entre estes eventos, tem-se o “Agua de Los Burros” (~265Ma), cujo material ejetado durante a erupção se constituiu no possível material fonte da bentonita e o evento “Choiyoi Inferior” (~281Ma), provável fonte primária dos tonsteins