Primeiro relato de casos autóctones de leishmaniose visceral canina em área não endêmica: Uberaba, Minas Gerais
A leishmaniose visceral canina (LVC) é uma doença de grande relevância no Brasil e na maioria dos países tropicais, pois é uma zoonose em expansão, tendo o cão importância na dispersão da doença. Uberaba atualmente ainda é classificada como município silencioso não receptivo vulnerável, ou seja, sem...
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| Format: | article |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2025 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) |
| Repository: | Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:arca.fiocruz.br:icict/73145 |
| Online Access: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/73145 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Leishmania infantum chagasi Zoonose Calazar Cão Zoonosis Kala-azar Perro |
| Summary: | A leishmaniose visceral canina (LVC) é uma doença de grande relevância no Brasil e na maioria dos países tropicais, pois é uma zoonose em expansão, tendo o cão importância na dispersão da doença. Uberaba atualmente ainda é classificada como município silencioso não receptivo vulnerável, ou seja, sem confirmação de casos autóctones humanos e caninos e sem a presença conhecida do vetor. Entretanto em estudo prévio retrospectivo foram encontrados 25 casos de LVC atendidos no Hospital Veterinário em Uberaba no período de 2015 a 2020, por meio de levantamento de prontuários médicos. Por isso foi dado seguimento com a fase prospectivo do estudo, durante o período de 2020 a 2023, na qual foi realizado Teste rápido imunocromatográfico em cães com suspeita de LVC. Um total de 80 animais foram testados nessa fase sendo 8 reagentes. As amostras também passaram pelo teste ELISA sendo 5 cães positivos. Foi aplicado questionário aos tutores no qual foi confirmado que esses cães não haviam deixado Uberaba, o que indica que esses animais representam casos autóctones da doença. Esse resultado evidencia um risco para saúde animal e humana na região e demonstra a necessidade de estudos entomológicos para identificar presença do vetor bem como continuação da vigilância epidemiológica contra esta doença em todos os seguimentos. |
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