Lógicas socioculturais e estratégias produtivas no assentamento Menina dos Olhos dos Sem-Terra
Este trabalho consiste em uma pesquisa que analisa as lógicas socioculturais subjacentes às estratégias produtivas desenvolvidas pelos agricultores-assentados no Assentamento rural Ceres, RS. Esse Assentamento foi formado no final de 1996 e recebeu agricultores sem-terra de várias regiões e municípi...
| Autor: | |
|---|---|
| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2007 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRRJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/11670 |
| Acesso em linha: | https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/11670 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | assentamentos rurais Assentamento Ceres sistemas produtivos trajetórias sociais habitus. rural settlements Ceres Settlement productive systems social paths habitus Sociologia |
| Resumo: | Este trabalho consiste em uma pesquisa que analisa as lógicas socioculturais subjacentes às estratégias produtivas desenvolvidas pelos agricultores-assentados no Assentamento rural Ceres, RS. Esse Assentamento foi formado no final de 1996 e recebeu agricultores sem-terra de várias regiões e municípios do Rio Grande do Sul, com diferentes trajetórias e experiências sociais adquiridas nas diferentes posições sociais ocupadas na estrutura de relações da sociedade. A ocupação do território e o desenvolvimento sócio-histórico desse estado conformaram determinadas posições sociais aos trabalhadores rurais pobres como pequenos agricultores, trabalhadores temporários e permanentes, meeiros, rendeiros, entre outras, gerando, potencialmente, distintos princípios de ação, comportamentos, códigos e modalidades operacionais que conferem um conjunto de saberes, crenças e um senso prático determinado, funcionando como habitus sociais. Esta heterogeneidade sociocultural tende a compor os processos sociais tanto dos acampamentos quanto dos assentamentos rurais e pode ser expressada pelas diferentes situações que levaram os trabalhadores rurais à luta pela terra, pelos diferentes objetivos para com a posse de um lote, assim como pelos diferenciados projetos e sonhos de futuro elaborados entre esses indivíduos. Quando em assentamento os saberes, conhecimentos, projetos e sonhos de futuro construídos ao longo das trajetórias sociais tendem a ser presentificados e atualizados frente às circunstâncias encontradas dos diferenciais de poderes entre os distintos agentes sociais que figuram a ambiência local e regional. Assim, os cultivos, manejos e formas diversas de ocupação produtiva dos lotes de terra pelos agricultores-assentados também podem representar aquela heterogeneidade sociocultural forjada pelo processo sócio-histórico. Nesse sentido, a pesquisa classificou os agricultores-assentados em três sistemas produtivos considerados como diversificado, sojaleite e soja através de um questionário tipo survey e optou-se pela vivência do cotidiano dos mesmos a partir do qual se procedeu a entrevista de uma amostra pré-selecionada de famílias assentadas. A análise dos dados e informações permite considerar que as interações e reações a essas ambiências não se dão da mesma forma pelo conjunto dos agricultores-assentados no estabelecimento das estratégias de reprodução social. A existência de três sistemas produtivos no Assentamento tende a corresponder aos fatores socioculturais internalizados ao longo das trajetórias sociais. As significações atribuídas às formas diferenciadas de ocupação produtiva dos lotes de terra revelam desejos e projetos de vida almejados também diferenciados e que se julga possível alcançar no Assentamento. |
|---|