Sobre a circulação tridimensional forçada por ventos na Lagoa dos Patos

O modelo numérico da Universidade de Princeton (POM) foi utilizado no estudo da circulação tridimensional forçada por ventos na Lagoa dos Patos. As elevações de nível geradas com uma grade maior, de menor resolução, foram utilizadas como condição de contorno para as simulações com uma grade menor, d...

Full description

Bibliographic Details
Authors: Castelão, Renato Menezes, Möller Junior, Osmar Olinto
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2003
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal do Rio Grande (FURG)
Repository:Repositório Institucional da FURG (RI FURG)
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:repositorio.furg.br:1/2866
Online Access:http://repositorio.furg.br/handle/1/2866
Access Level:Open access
Keyword:Dinâmica costeira
Lagoa costeira
Modelagem numérica
Lagoa dos Patos
Coastal dynamics
Coastal lagoon
Numerical modeling
Patos Lagoon
Description
Summary:O modelo numérico da Universidade de Princeton (POM) foi utilizado no estudo da circulação tridimensional forçada por ventos na Lagoa dos Patos. As elevações de nível geradas com uma grade maior, de menor resolução, foram utilizadas como condição de contorno para as simulações com uma grade menor, de maior resolução. Os resultados obtidos mostraram que o vento gera um desnível entre as extremidades da lagoa, que pode atingir 0,08 m para ventos de 4 ms-1. Ventos de nordeste(sudoeste) causam elevação (depressão) na região da Ponta da Feitoria, e depressão (elevação) em Itapoã. Arambaré funciona como a linha nodal da lagoa. Na plataforma continental, o vento nordeste (sudoeste) causa depressão (elevação) no nível na região costeira. Em função da orientação da lagoa e do efeito de rotação da Terra, as respostas do oceano e do interior da lagoa ao vento são complementares. O gradiente barotrópico gerado entre estes dois sistemas constitui-se no principal mecanismo responsável por bombear água para dentro ou fora da lagoa. No corpo lagunar, há a formação de quatro células verticais de circulação, causadas pela topografia. As velocidades superficiais na lagoa possuem mesma direção do vento e um fluxo de retorno se estabelece na porção mais profunda.